MP pede prisão preventiva de vice do Corinthians; defesa contesta acusação
Por Tiago Salazar e André Costa O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu nesta sexta-feira a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians , no âmbito do processo que investiga irregularidades relacionadas ao contrato de fornecimento de material esportivo com a Nike.
A solicitação do órgão foi motivada pelo desligamento de Marcelo Munhoes da Diretoria de Tecnologia do clube, episódio que levantou suspeitas de uma possível retaliação a uma testemunha do caso.
A informação foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pela Gazeta Esportiva .
O MP entende que a saída de Munhoes, que figura como testemunha da acusação, pode representar uma tentativa de intimidação e interferência no andamento do processo.
Além da prisão preventiva, o Ministério Público solicitou, como alternativa, a aplicação de medidas restritivas contra Armando.
A defesa do vice-presidente, por sua vez, nega qualquer participação no afastamento e afirma que a decisão foi tomada exclusivamente pelo presidente Osmar Stabile.
Os advogados apresentaram uma manifestação à Justiça nesta sexta-feira, contestando o pedido do MP e solicitando que ele seja rejeitado.
Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp Defesa nega retaliação e aponta motivação política Em documento encaminhado à 25ª Vara Criminal da Barra Funda, ao qual a reportagem teve acesso, a defesa de Armando Mendonça sustenta que não há provas de que o dirigente tenha solicitado, incentivado ou participado do afastamento de Marcelo Munhões.
Segundo os advogados, Armando sequer tinha conhecimento prévio da decisão e soube da saída do ex-diretor pela imprensa.
A defesa argumenta que a medida foi adotada por Osmar Stabile no exercício de suas atribuições como presidente do Corinthians.
Outro ponto levantado é o contexto político do clube.
Munhoes passou a integrar uma chapa de oposição para as eleições do Corinthians, marcadas para 28 de novembro.
Os advogados afirmam que outros dirigentes envolvidos no processo eleitoral também deixaram suas funções, citando Joaquim Arruda como exemplo.
Advogados questionam atuação do MP Em nota à imprensa, a defesa de Armando Mendonça afirmou ter recebido com surpresa o pedido de prisão e classificou a manifestação do Ministério Público como abusiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.gazetaesportiva.com — o conteúdo pertence a Gazeta Esportiva.