MP pede prisão preventiva de vice-presidente do Corinthians após demissão de testemunha
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O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) pediu à Justiça que avalie a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians , réu em processo que apura suspeita de apropriação indébita de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube
O pedido ocorre após a demissão de Marcelo Munhoes, uma testemunha-chave da acusação e vítima de suposta coação no curso do processo. A informação foi divulgada pelo ge.com e confirmada pela Folha .
Em petição apresentada nesta sexta-feira (16), o promotor Cássio Roberto Conserino afirma que o desligamento de Munhoes, então diretor de tecnologia da informação do clube, ocorreu às vésperas de uma audiência marcada para 10 de novembro e pode representar uma tentativa de intimidar testemunhas e interferir na produção de provas.
Em nota, a defesa de Mendonça disse que recebeu a notícia com "espanto" e "surpresa". E disse que o teor do pedido "trata-se de manifestação notoriamente abusiva, por desconsiderar que a dispensa representa evento próprio ao ambiente político do Sport Club Corinthians Paulista".
Ainda segundo o despacho de Conserino, Munhoes relatou ao MP que teve seus acessos aos sistemas e e-mails corporativos bloqueados e que o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, atribuiu sua demissão a "questões políticas" e "pressões que recebia".
O promotor relaciona o episódio ao apoio público de Stábile ao réu Armando e às críticas feitas pelo presidente à atuação do Ministério Público. Para Conserino, a combinação dos fatos levanta suspeitas de interferência na instrução criminal e pode intimidar outras testemunhas ligadas ao almoxarifado do clube.
Além da prisão preventiva, o MP pede, alternativamente, a aplicação de outras medidas cautelares para proteger as testemunhas e a produção de provas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.