SOS Brasil e cenário de recessão (por Antônio Carlos de Medeiros)
Iniciado novo ciclo eleitoral, já é mais visível nas pesquisas o desejo da maioria do eleitorado por mudanças econômicas e políticas no país.
Ao mesmo tempo, os sinais da política-eleitoral são de manutenção do status quo no país.
No contexto deste choque de expectativas, progride naturalmente a antevisão de um cenário negativo.
Um cenário que combinaria um ciclo de recessão econômica com um ciclo de instabilidade política.
Já vivenciamos esta combinação algumas vezes.
De crise em crise, aprendemos que o Brasil só reage no limite.
Aqui, as mudanças se fazem mais por acumulação e menos por ruptura.
É um fato histórico.
Eleições são marcos de mobilização e galvanização da sociedade e das elites para repensar a Agenda do país.
Agora, à beira de novo limite, já estamos enxergando que os fantasmas da crise e de novo impasse político, com incertezas e insegurança crescentes, podem exacerbar ainda mais a nossa crise de lideranças.
E, mais ainda, crise de hegemonia.
Poderá, então, emergir daí a “urgência” para que uma necessidade histórica possa tornar-se um forte incentivo à cooperação.
Cooperação? Como? É possível? Primeiro, ainda no processo político-eleitoral, o alerta e compreensão de que a política nacional só vai conseguir produzir uma Agenda de Futuro para o Brasil se o processo eleitoral criar uma Frente Ampla para governar o país.
Mas uma Frente Ampla real, a ser costurada na passagem do primeiro para o (provável) segundo turno das eleições.
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