Vasco gasta a rodo, mas não tem dinheiro, diz Trajano: 'É um milagre'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Vasco gasta a rodo no mercado da bola, mas não tem dinheiro, criticou o comentarista José Trajano no Posse de Bola , do Canal UOL.
O debate ocorreu após a Justiça impor restrições a novas negociações envolvendo o grupo Crefisa, a Crefipar e a família Lamacchia , enquanto a venda da SAF ainda aguarda decisão final. Trajano ironizou a situação e comparou ao "milagre da multiplicação dos pães".
Eu não sei que time é esse do Vasco. O Mauro falou que vem um jogador lá do Estrela Vermelha. Deve ser o oitavo centroavante que o Vasco contrata. Semana trasada, já eram dois da Argentina. Só de centroavante é uns oito. O Vasco gasta a rodo. E não tem dinheiro. É um milagre a multiplicação dos pães, né? Coisa de louco. José Trajano
Mauro Cezar Pereira explicou a restrição judicial sofrida pelo Vasco, que aumentou a dívida justamente com quem tem interesse em comprar a SAF, o que poderia "inviabilizar" uma concorrência futura.
Com esses muitos empréstimos que vinham sendo cedidos ao Vasco, o Vasco vai contraindo uma dívida cada vez maior com quem está interessado em comprar a SAF. E isso, na visão da Justiça, caracterizaria uma espécie de venda antecipada, porque inviabilizaria a entrada de um segundo interessado na compra do futebol do Vasco da Gama. Mauro Cezar Pereira
Mauro também afirmou que o clube se movimentou no mercado mesmo sem dinheiro em caixa e detalhou que a Justiça solicitou um levantamento comparativo entre os investimentos desta temporada e da passada, além de um paralelo com outros clubes da Série A.
Agora, o Vasco está sem dinheiro. O Vasco está com caixa zero. Mas estava anunciando o centroavante que veio do Estrela Vermelha para essa semana, contratou outros jogadores. O Vasco é um dos times que mais investiu nessa temporada, só perdeu para Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro. Mauro Cezar Pereira
O principal interessado na compra da SAF do Vasco é Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia (fundador da Crefisa e sócio majoritário da Crefipar) e enteado de Leila Pereira, que além de presidente do Palmeiras também é acionista da Crefipar , que tem dado aval financeiro para as contratações do Vasco, a título de empréstimo.
A situação gerou a discussão na Justiça e na CBF sobre o conflito de interesses na operação, devido à relação de parentesco entre Leila (cujo mandato vai até 2027 no Pameiras) e Marcos Lamacchia.
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