Não tenha pena dos millennials, eles estão melhorando de vida
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Alguns dos clichês sobre os millennials ainda são verdadeiros. Nos Estados Unidos , essa geração, hoje entre pouco mais de 30 e cerca de 45 anos, pode ter gastado aproximadamente US$ 1,5 bilhão em abacates no ano passado, segundo uma estimativa aproximada da The Economist . Os millennials também realmente compram mais cerveja artesanal do que outras faixas geracionais.
Mas, nos países ricos, um estereótipo ainda mais persistente sobre eles deixou de corresponder aos fatos. Eles já não enfrentam as mesmas dificuldades de antes . Muitos ganham mais do que seus pais. Um número crescente ocupa cargos de verdadeiro poder nos negócios, na política e na cultura. A proporção de proprietários de imóveis aumenta rapidamente.
Isso representa uma guinada radical em relação à década de 2010, quando os millennials estavam na casa dos 20 anos. Durante o pior momento da crise econômica da Grécia, o desemprego entre os jovens superava 50%. Os salários dos britânicos dessa idade praticamente não cresciam. Movimentos sociais liderados por millennials —do UK Uncut ao Occupy Wall Street, nos Estados Unidos— davam uma ideia do grau de insatisfação com o status quo. O mesmo ocorria com o amplo apoio a veteranos da esquerda como Jeremy Corbyn, Jean-Luc Mélenchon e Bernie Sanders.
Muitos millennials ainda votariam nesses veteranos socialistas. Mas fazer isso atende cada vez menos a seus interesses econômicos. Levantamento da The Economist sobre a renda dos millennials em 32 países ricos mostra que, em apenas três —Itália, Grécia e Japão—, eles estão em situação pior do que as gerações anteriores tinham na mesma idade, considerando a renda corrigida pela inflação.
Aos 30 anos, os millennials italianos ganhavam 10% menos do que integrantes da geração X (nascidos aproximadamente entre 1965 e 1979) ganhavam nessa idade. Seus pares gregos continuam atrás dos jovens adultos da década de 2000, antes da crise iniciada em 2009. No Japão, a renda familiar de uma pessoa de 35 anos em 2019 era inferior à de alguém da mesma idade em 1994.
Ainda assim, esses três casos são apenas exceções. Nos outros 29 países de nossa amostra, os millennials têm renda real superior à das gerações anteriores. Em alguns, como Austrália, Reino Unido e França, o progresso entre gerações desacelerou. Mas em muitos outros, dos ricos Estados Unidos à Polônia, o ritmo de melhora se acelerou.
Além de estarem bem, em média, muitos millennials estão chegando ao topo. Um millennial americano tem hoje a mesma probabilidade de ocupar um cargo de gestão que um integrante da geração X tinha na mesma idade. O crescimento do setor de tecnologia nos Estados Unidos também enriqueceu a geração: os millennials representam quase um décimo dos bilionários americanos, mais que o dobro da participação da geração X em 2011. Millennials comandam a Anthropic, a OpenAI e a Meta , três potências da inteligência artificial — e, portanto, controlam uma das tecnologias mais transformadoras já criadas.
Mesmo na política, supostamente dominada pelos mais velhos, os millennials estão muito bem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.