Flávio Bolsonaro explora fake news sobre Nossa Senhora Aparecida na campanha
Flávio Bolsonaro (PL) transformou a polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida em uma ofensiva eleitoral contra o PT e a Igreja Católica.
O senador acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de espalhar fake news sem apresentar provas e, depois de ser desmentido pela entidade, tentou utilizar a própria nota dos bispos para sustentar sua versão.
A disputa chegou a esta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, com o candidato exibindo imagens da padroeira em compromissos de campanha.
Flávio também comparou a repercussão do episódio à facada sofrida por Jair Bolsonaro em 2018.
Em 27 de setembro, durante uma agenda em Goiânia (GO), Flávio afirmou que o PT havia contado com a ajuda de religiosos para disseminar informações falsas sobre uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
“O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu, com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente”, declarou.
CNBB desmente Flávio Bolsonaro A resposta da Igreja Católica veio no mesmo dia.
Em nota oficial , a CNBB negou participação na produção ou divulgação de informações falsas e repudiou acusações sem provas contra a instituição.
“A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a entidade.
No dia seguinte, durante uma visita ao Mercado Municipal de São Paulo, Flávio apresentou a nota como uma confirmação de sua própria versão.
“Foi uma boa nota, esclarecedora, porque confirma que essa história de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil era uma grande mentira”, afirmou.
A CNBB, porém, não havia confirmado a acusação contra o PT nem investigado a origem do boato.
O documento respondia justamente à tentativa do senador de envolver integrantes da Igreja Católica na suposta operação de desinformação.
Pastor ligado a Flávio defendeu retirar título de Nossa Senhora A ofensiva contra a CNBB ocorreu enquanto Flávio mantinha proximidade com o bispo evangélico JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações, que defendeu em livro a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
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