Lula zera impostos da gasolina em meio a aumento do preço internacional do petróleo
O governo Lula anunciou nesta sexta-feira (9/10) a renovação e ampliação do alívio federal sobre os combustíveis por mais 30 dias, justamente na data em que o decreto anterior expirava.
A gasolina passa a ter todos os tributos federais zerados, incluindo a Cide, que não estava contemplada na isenção anterior.
O etanol hidratado mantém PIS e Cofins zerados e recebe reforço na subvenção a usinas e cooperativas.
A decisão foi comunicada em coletiva de ministros e tem como objetivo conter o repasse da alta internacional do petróleo aos preços nas bombas e à inflação.
Governo Lula renova e amplia isenção O decreto renovado vai além da medida anterior.
Na gasolina, a isenção que cobria apenas PIS e Cofins passa a incluir também a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), zerando integralmente a carga tributária federal sobre o combustível por mais um mês.
Para o etanol hidratado, PIS e Cofins seguem zerados por mais um ciclo.
Além disso, a subvenção paga diretamente a usinas e cooperativas foi elevada de R$ 0,251 para aproximadamente R$ 0,43 por litro , um reforço significativo ao setor produtivo do biocombustível.
Impacto financeiro e justificativa O custo total da medida para o Tesouro Nacional está estimado em R$ 3,58 bilhões .
A gasolina responde pela maior fatia: R$ 2,42 bilhões.
A manutenção da isenção de PIS e Cofins sobre o etanol representa renúncia adicional de R$ 359 milhões.
O impacto financeiro do reajuste na subvenção ao etanol ainda não foi fechado pelo governo.
O Ministério da Fazenda justificou a ampliação da medida com dois argumentos centrais.
O primeiro é de equilíbrio de mercado: sem o reforço na subvenção, o etanol perderia a vantagem de preço frente à gasolina totalmente desonerada.
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