Aos 23 anos, essa atriz estrelava filmes em Hollywood; anos depois, sua invenção ajudaria a criar a tecnologia por trás do Wi-Fi
Imagine uma das estrelas mais famosas de Hollywood nos anos 1940, em plena guerra, pensando em uma forma de impedir que torpedos fossem interceptados pelo inimigo.
Foi exatamente o que Hedy Lamarr fez.
Quando tinha 27 anos de idade, enquanto sua imagem já era associada há anos principalmente ao cinema e ao glamour, a atriz trabalhava em uma invenção militar ao lado do compositor George Antheil.
A ideia dos dois daria origem a uma patente que, décadas mais tarde, seria reconhecida como um importante passo na história das comunicações sem fio.
Hedy nasceu em Viena, em 1914, como Hedwig Eva Maria Kiesler.
Ela tinha interesse desde cedo por tecnologia e invenções, uma faceta pouco conhecida de sua imagem pública.
Durante a Segunda Guerra Mundial, decidiu usar esse conhecimento para tentar contribuir com os Aliados.
O problema que ela queria resolver era bastante concreto: fazer com que um torpedo controlado por rádio recebesse comandos sem que o inimigo conseguisse bloquear ou interceptar o sinal.
E a solução surgiu em parceria com Antheil.
Em vez de manter a transmissão em uma única frequência, eles imaginaram um sistema no qual o sinal pudesse “pular” rapidamente entre diferentes frequências.
O receptor acompanharia a mesma sequência de mudanças, enquanto um eventual interceptador teria dificuldade para acompanhar a comunicação.
A ideia ficou conhecida como salto de frequência (ou frequency hopping).
E aqui entra uma das partes mais curiosas da história: a inspiração para o mecanismo veio, em parte, dos pianos automáticos .
Antheil tinha experiência com esses instrumentos, que reproduziam músicas a partir de rolos perfurados.
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