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Família de Isabelle após fala da perícia: 'Ainda faltam muitas respostas'

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Família de Isabelle após fala da perícia: 'Ainda faltam muitas respostas'

A defesa da família da estudante Isabelle Caracristi, 22, divulgou nota na noite de hoje afirmando que ainda faltam muitas respostas acerca da morte da jovem. Mais cedo, a Polícia Civil do Ceará disse que exames periciais e imagens de câmera de segurança comprovam que Isabelle se jogou do 23º andar do prédio onde morava.

Advogadas declararam que as lacunas que seguem no caso "não são meras formalidades, mas feridas abertas que alimentam a dor de quem chora e a indignação de todos nós". As defensoras Patrícia de Abreu Viana e Adriana Alves não citam, porém, quais seriam as brechas a serem respondidas. O namorado da estudante, bacharel em direito João Munhoz Neto, 34, está preso enquanto é investigado por crimes de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e violência psicológica.

Defensoras disseram que a busca pela verdade é um dever do Estado, um direito inalienável da família e uma exigência inegociável de toda a sociedade. "Cada dia sem respostas claras é uma violência continuada. É uma afronta à memória da vítima e um desrespeito ao direito fundamental à elucidação cabal dos fatos", acrescentaram.

Por fim, elas declararam que as dúvidas precisam ser substituídas por fatos concretos e respostas definitivas. Ainda ressaltaram que seguirão cobrando de forma firme, vigilante e ruidosa enquanto houver uma única pergunta sem resposta.

A memória de Isabelle Caracristi exige respeito. O combate a todas as formas de violência é urgente. E a sociedade exige JUSTIÇA. Nota da família da jovem

Laudo pericial constatou uma "precipitação voluntária". Segundo o exame, ela caiu em posição vertical e a queda durou cerca de três segundos. "Tem uma câmera que corrobora com essa dinâmica fornecida pela perícia", disse o perito-geral, Júlio Torres, em coletiva de imprensa nesta manhã.

A investigação, no entanto, ainda segue para esclarecer alguns pontos. Conforme os investigadores, nada é descartado até o momento, apesar de as provas técnicas iniciais indicarem suicídio. Eles tentam esclarecer, por exemplo, se havia mais alguém no rooftop, a movimentação no prédio e o que pode ter motivado a morte dela.

Nós temos a informação técnica do nosso órgão de perícia que aponta para realmente o suicídio, para a precipitação voluntária. Mas nada é descartado, se teve algum auxílio, o que levou até aquele momento, se mais alguém estava naquele ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, que horas saiu e retornou, quando ele esteve fora, onde ele estava. Delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez

Isabelle ficou cerca de uma hora e meia antes da queda no 23º andar mexendo no celular. "O que nós podemos falar é que ela passou um bom tempo se comunicando com algumas pessoas ao telefone, mandando mensagens e interagindo com pessoas, mas nós não podemos divulgar isso para não atrapalhar as investigações", explicou Gutiérrez.

Polícia também está apurando se João tentou destruir provas após voltar ao condomínio na manhã seguinte à morte dela. Delegado informou que o homem voltou ao local para procurar o celular da namorada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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