“Tornou o jogo impossível de ignorar”: John Romero explica como cópias gratuitas ajudaram Doom
Colocar Doom nas mãos de milhões de pessoas sem cobrar por isso não foi um problema para a id Software .
Na visão de John Romero, essa enorme circulação ajudou justamente a transformar o FPS em um fenômeno nos anos 1990.
O primeiro episódio era distribuído como shareware e podia ser copiado gratuitamente.
Em vez de tentar limitar seu alcance, a id queria que Doom chegasse ao maior número possível de computadores, apostando que parte desse público pagaria para continuar jogando.
Romero já resumiu o efeito dessa estratégia ao afirmar que, às vezes, a distribuição gratuita que parecia representar vendas perdidas era justamente o que “tornava o jogo impossível de ignorar”.
Doom chegou a cerca de 20 milhões de instalações shareware A dimensão dessa distribuição é impressionante.
Segundo Romero, Doom alcançou cerca de 20 milhões de instalações da versão shareware , enquanto as versões pagas superaram 2 milhões de cópias.
Isso não significa, porém, que Doom tenha sido pirateado 20 milhões de vezes.
Copiar e compartilhar o primeiro episódio era autorizado pela própria id.
O shareware funcionava como uma demonstração extremamente generosa: o jogador recebia gratuitamente cerca de um terço do game e precisava comprar os episódios seguintes para continuar.
Na prática, cada disquete copiado podia apresentar Doom a outro potencial comprador.
“Não nos deem dinheiro.
Apenas façam o jogo chegar às pessoas” Essa filosofia ia além dos jogadores compartilhando disquetes.
Romero contou durante a QuakeCon 2026 que empresas chegavam a colocar o Doom shareware em suas próprias caixas e vendê-lo.
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