Brics critica medidas comerciais unilaterais em cúpula da Índia
NOVA DÉLHI — Os países do bloco Brics expressaram neste sábado, 12, “séria preocupação” com o uso crescente de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais.
Em um comunicado conjunto divulgado pelo governo da Índia, anfitriã da cúpula, as nações criticam que tais ações distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O que aconteceu O Brics critica medidas comerciais unilaterais e a proliferação de barreiras que ameaçam o comércio global e as cadeias de suprimentos.
Líderes como Xi Jinping e Narendra Modi reforçam a necessidade de fortalecer a OMC e dar voz ao “Sul Global” nas decisões globais.
A cúpula, realizada em Nova Déli, acontece em meio a tensões geopolíticas, e o presidente Lula é o único líder fundador ausente.
A nota, veiculada pelo Ministério das Relações Exteriores de Nova Déli, acrescentou que essas ações “distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.
Os membros do bloco afirmaram que “trabalharão juntos para fortalecer a capacidade da OMC de lidar com distorções comerciais e atender às necessidades e prioridades dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento”.
O objetivo é avançar nas discussões sobre questões pendentes e apoiar resultados equilibrados, inclusivos e concretos que fortaleçam o sistema multilateral de comércio e permitam que ele enfrente melhor os desafios globais em evolução, diz o documento.
Impactos do protecionismo global As nações do Brics também afirmaram que “a proliferação de medidas restritivas ao comércio”, manifestada por meio de aumentos de tarifas e medidas não tarifárias ou de protecionismo disfarçado de objetivos ambientais, “ameaça reduzir ainda mais o comércio global, perturbar as cadeias de suprimentos globais e introduzir incertezas nas atividades econômicas e comerciais internacionais”.
O alerta visa a conscientizar sobre os efeitos negativos dessas práticas no cenário econômico mundial.
O presidente da China, Xi Jinping, instou os países que integram o bloco a se “oporem a tarifas arbitrárias e a rejeitarem todas as formas de protecionismo”.
Jinping ressaltou a importância da cooperação e do respeito mútuo.
“Os países devem opor-se a violações da soberania de outros países e à interferência em seus assuntos internos, e participar de forma construtiva na resolução de questões críticas”, afirmou o líder chinês.
Como o Sul Global busca voz? Já em seu discurso de abertura na cúpula, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que o “Sul Global” deve se tornar um “formulador de regras”.
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