Como funciona o pelotão de fuzilamento que os EUA pretendem usar
Os Estados Unidos pretendem executar por pelotão de fuzilamento o ex-major do Exército Nidal Malik Hasan, condenado à morte por um ataque que deixou 13 pessoas mortas em uma base militar no Texas, em 2009.
O procedimento está previsto para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitido ao vivo, segundo anúncios feitos por autoridades americanas.
A decisão, aprovada pelo presidente Donald Trump, reacendeu o debate sobre a pena de morte e os métodos utilizados para executar condenados nos Estados Unidos.
Embora seja pouco frequente, o fuzilamento continua previsto na legislação de alguns estados americanos.
O caso também chama atenção por envolver a Justiça militar.
Se a execução ocorrer como anunciada, será a primeira realizada pelo Exército americano com esse método desde a Segunda Guerra Mundial.
Como funciona uma execução por pelotão de fuzilamento? O pelotão de fuzilamento é um método de execução em que um grupo de atiradores dispara contra uma pessoa condenada à morte, seguindo procedimentos estabelecidos pelas autoridades responsáveis.
Nos Estados Unidos, as regras variam conforme a jurisdição.
Em geral, o condenado é colocado em uma cadeira e imobilizado antes da execução.
Os disparos são direcionados ao tórax, com o objetivo de provocar a morte por lesões em órgãos vitais e perda intensa de sangue.
Na Carolina do Sul, por exemplo, o protocolo prevê a participação de três atiradores, que utilizam munição real.
A morte não é necessariamente instantânea, e o procedimento é alvo de críticas de organizações de direitos humanos, que questionam o sofrimento provocado pelos métodos de execução.
Os detalhes do protocolo militar previsto para Nidal Hasan não foram integralmente divulgados.
Quais estados americanos permitem o fuzilamento? De acordo com o Death Penalty Information Center, cinco estados americanos autorizam o uso do pelotão de fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.
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