Pesquisa consegue controlar colesterol alto por até um ano com dose única de tratamento
Colesterol alto está ligado às doenças que mais matam no mundo Adobestock As doenças ligadas ao colesterol alto estão entre as que mais matam no mundo.
Uma pesquisa apresentada agora mostrou que pode ser possível controlar essa condição crônica com um tratamento de aplicação única: uma edição genética que "desliga" um gene ligado ao acúmulo de LDL, o colesterol ruim, e conseguiu manter os índices controlados por até um ano em pacientes.
O estudo foi apresentado na semana passada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia e publicado no New England Journal of Medicine.
O tratamento foi testado em 15 pacientes, acompanhados por cerca de um ano após receberem a terapia.
O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
No Brasil, infarto e AVC são a principal causa de morte, com mais de 300 mil óbitos por ano — e o colesterol alto, segundo o Ministério da Saúde, atinge 40% da população brasileira.
Hoje, quem tem colesterol alto controla os índices com estatinas, medicamentos eficazes, mas que precisam ser tomados continuamente, ao longo de toda a vida.
O que o estudo mostra agora é uma nova fronteira: a possibilidade de controlar essa doença crônica com um tratamento de dose única.
O estudo ainda é inicial, está na fase de análise de segurança, mas a próxima etapa da pesquisa já está em andamento, com um número maior de pacientes.
Os resultados devem ser divulgados até o fim deste ano — a partir daí, a expectativa é iniciar conversas com órgãos reguladores para um estudo de fase 3.
A pesquisa abre uma nova perspectiva na terapia genética, tipo de tratamento que atua diretamente sobre o DNA para tratar doenças.
Até agora, essa abordagem vinha sendo aplicada principalmente a doenças raras.
O resultado aponta um caminho para que ela também alcance doenças comuns.
"Estamos vendo a terapia genética abrir novas fronteiras, com possibilidades em doenças comuns a boa parte da população.
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