Cenário eleitoral e inflação nos EUA influenciam alta do dólar e queda da Bolsa nesta quarta
O início desta quarta-feira (14) teve o dólar em alta com investidores cautelosos diante das incertezas eleitorais e à espera de uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência, prevista para depois do fechamento do pregão.
No exterior, os investidores acompanham os dados de inflação dos Estados Unidos, que ajudam a calibrar as expectativas para os próximos passos do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) em relação aos juros.
No cenário doméstico, a possível aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado também está no radar, diante dos potenciais efeitos da medida sobre os custos das empresas.
Por volta das 11h40, a moeda americana subia 0,39%, a R$ 5,040.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,61%.
No mesmo horário, a Bolsa recuava 1,06%, aos 204.682 pontos, com ações de bancos e varejistas entre as quedas.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,6% em setembro, após avançar 0,4% em agosto, segundo o Departamento do Trabalho americano.
Em 12 meses, a inflação acumulada acelerou para 3,7%, ante 3,4% até agosto.
O resultado mensal ficou em linha com a expectativa de economistas consultados pela Reuters, mas a taxa acumulada em 12 meses superou a projeção de 3,6%.
A alta foi impulsionada principalmente pela gasolina, cujos preços dispararam 7,1% em setembro, segundo a Administração de Informações sobre Energia (EIA, na sigla em inglês).
O núcleo da inflação, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, subiu 0,3% em setembro, repetindo a variação de agosto.
Em 12 meses, o indicador avançou 2,6%, acima dos 2,4% registrados até agosto.
“O núcleo acima do esperado e a aceleração em 12 meses jogam lenha na fogueira da preocupação com a inflação, que segue distante da meta de 2%, em especial pela gasolina.
O payroll fraco de setembro, que veio abaixo da expectativa e trouxe revisões para baixo nos meses anteriores, é um alerta e merece atenção”, diz Vitor Kayo, economista sênior na Nomad.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.