Os esquecidos por Tuchel na Copa do Mundo merecem voltar à seleção inglesa?
A Inglaterra saiu da Copa do Mundo de 2026 com o terceiro lugar, mas também com uma lista de perguntas. Thomas Tuchel levou ao Mundial uma equipe que chegou à semifinal, venceu jogos importantes e passou por momentos de bom futebol, mas terminou eliminada pela Argentina depois de uma queda de rendimento na segunda etapa.
Na primeira convocação do novo ciclo, algumas dessas conclusões começam a aparecer. A lista para os primeiros compromissos da Liga das Nações tinha inicialmente 27 jogadores e trouxe de volta nomes como Trent Alexander-Arnold e Cole Palmer . Ao mesmo tempo, Phil Foden e Harry Maguire continuaram ausentes, enquanto Morgan Gibbs-White ganhou uma nova oportunidade depois de não ter sido escolhido para o Mundial
A convocação, porém, mudou antes mesmo de a Inglaterra entrar em campo: Palmer, Declan Rice, Marcus Rashford, Kobbie Mainoo e Tino Livramento foram cortados por problemas físicos — e, mesmo assim, Foden segue esperando. E, no meio disso, o treinador começou a apostar em jogadores mais jovens, como Rio Ngumoha , de 18 anos. Então, o que esperar dos grandes nomes ingleses para o ciclo de 2030?
A ausência de Phil Foden na Copa foi uma das decisões mais difíceis de defender. O problema é que o contexto da temporada 2025/26 oferecia ao técnico um argumento: o meia, que já havia sido uma das grandes referências técnicas da geração, não conseguiu produzir no clube a ponto de se separar de uma concorrência que naquele momento era forte.
Tuchel construiu seu ataque no Mundial ao redor de uma combinação que lhe oferecia funções claras. Jude Bellingham ocupou o espaço central atrás de Harry Kane, enquanto Bukayo Saka se manteve como uma referência pela direita, Anthony Gordon ganhou importância pelo lado esquerdo e Morgan Rogers passou a ter participação relevante. Ainda havia Eberechi Eze no elenco.
Foden começou a temporada 2026/27 de maneira mais forte em termos de produção direta, com dois gols e duas assistências em cinco jogos de Premier League até a Data Fifa. Ele continua sendo um jogador capaz de atuar como meia, ponta ou atacante por dentro, característica que pode ser especialmente valiosa se Tuchel realmente quiser encontrar maneiras de combinar diferentes talentos técnicos.
Ao mesmo tempo, o retorno não é automático. Bellingham, Palmer, Rogers, Eze e Saka continuam existindo. O próprio Tuchel explicou, ao falar sobre Gibbs-White, que não faz sentido simplesmente acumular vários camisas 10 na convocação. A questão para Foden até 2030 será mostrar que ele pode oferecer uma função que os outros não oferecem, e não apenas reivindicar espaço por ser Phil Foden.
Cole Palmer ficou fora da Copa depois de uma temporada 2025/26 prejudicada por lesões e desempenho abaixo do nível que havia apresentado anteriormente. Foram nove gols em 25 partidas de Premier League, números que não correspondiam ao protagonismo que havia conquistado no Chelsea.
Agora, começou 2026/27 como titular absoluto dos Blues e marcou dois gols e deu duas assistências nas quatro primeiras rodadas da Premier League, além de ter marcado duas vezes na Copa da Liga.
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