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Por que SP já tem setembro mais chuvoso em mais de 80 anos — e previsão é de mais chuva até fim do mês

G1 São Paulo ·
Por que SP já tem setembro mais chuvoso em mais de 80 anos — e previsão é de mais chuva até fim do mês

Previsão do tempo: confira o clima para todo o Brasil A cidade de São Paulo está tendo o setembro mais chuvoso em mais de 80 anos — e a chuva ainda não parou.

Até a manhã de quarta-feira (16), a capital paulista já havia acumulado, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura), 249 milímetros de chuva neste mês — quase quatro vezes a média esperada para todo o mês de setembro, que é de 66 mm.

É o volume mais alto desde que o órgão começou a monitorar a chuva na cidade, em 1995.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que mantém uma série de medições ainda mais antiga, iniciada em 1943, também confirma o recorde: até 14 de setembro, a estação do Mirante de Santana, na zona norte, já havia registrado 253,8 mm — mais que o triplo da média histórica do mês (83,3 mm) e acima do recorde anterior, de 1983, quando o acumulado havia sido de 243,1 mm.

Setembro mais chuvoso da história faz Cantareira ganhar 58,1 bilhões de litros em 15 dias Setembro de 2026 já é o mais chuvoso da história da cidade de SP São dois órgãos diferentes, com duas séries de medição diferentes — o CGE e o Inmet —, mas chegando à mesma conclusão: este é o setembro mais chuvoso já registrado na cidade.

E não é só a capital.

Cidades como Iguape, no litoral sul do Estado, e Bragança Paulista, no leste, também bateram seus próprios recordes de chuva para o mês.

Uma vista aérea mostra um prédio em construção que desabou sobre uma casa na rua Tequici, na Penha, Zona Leste de São Paulo, Brasil, em 12 de setembro de 2026, devido a fortes chuvas Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images Mas afinal, por que choveu tanto? Segundo Ana Ávila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), ligado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um evento tão excepcional dificilmente tem uma única causa — costuma ser a soma de vários fatores atuando ao mesmo tempo.

Na primeira quinzena de setembro, sucessivas frentes frias avançaram sobre o Estado de São Paulo.

Em altitude, a corrente de jato subtropical — um fluxo de vento forte que ajuda a "empurrar" e organizar os sistemas de chuva pelo território — atuou de forma mais intensa e mais ao norte do que costuma ocorrer nessa época do ano, o que permitiu que essas frentes frias permanecessem atuando por mais tempo sobre a região, em vez de passarem rápido.

Ao mesmo tempo, ventos trouxeram ar quente e úmido das regiões Norte e Centro-Oeste até o Sudeste.

Quando esse ar úmido encontrou as frentes frias, o resultado foram chuvas mais fortes, mais frequentes e mais persistentes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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