Coreia do Norte testa quase 10 mísseis balísticos de uma vez após acenos de Trump
A Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira, 20, vários mísseis balísticos de curto alcance, informou o Exército sul-coreano, poucas horas após o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , anunciar que se reunirá este ano com o líder Kim Jong-un .
Na quarta-feira, Trump disse a jornalistas na Casa Branca que se encontrará com Kim em uma tentativa de reativar o vínculo que, segundo ele, construiu durante seu primeiro mandato com o ditador da Coreia do Norte, nação que possui armas nucleares.
Horas mais tarde, o Estado-Maior Conjunto sul-coreano informou que a Coreia do Norte lançou vários projétes, acrescentando à agência de notícias AFP que “quase 10 mísseis balísticos de curto alcance foram lançados a partir da região de Pyongyang”.
Nesta semana, Trump afirmou ainda que era importante ter uma boa relação com Kim Jong-un e fez uma avaliação incomumente específica — de que Pyongyang tem 57 armas nucleares “muito potentes”.
O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, porém, elevou nesta quinta-feira a estimativa para entre 80 e 120 armas nucleares.
Continua após a publicidade Tensão na Ásia O súbito interesse de Trump por Kim e a redução dos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul tensionaram a relação entre Washington e Seul e deixaram os aliados asiáticos de Washington em alerta .
“Como o Japão enfrenta o ambiente de segurança mais grave e complicado do pós-guerra, a cooperação entre Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul é fundamental para a paz e a estabilidade da região”, disse o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, durante uma visita à Austrália nesta semana.
Continua após a publicidade Seu homólogo australiano, Richard Marles, afirmou que Canberra está “muito preocupada com o programa nuclear da Coreia do Norte, assim como com seu programa de mísseis, e deixamos claro este ponto de maneira constante”.
Analistas especulam que o olhar para Pyongyang, com quem deseja negociar um abrangente acordo nuclear, pode estar relacionado à busca do republicano por uma vitória em política externa, enquanto a guerra contra o Irã permanece estagnada.
Continua após a publicidade A influente irmã de Kim Jong-un afirmou na quarta-feira que não sabia nada sobre a suposta comunicação entre seu irmão e Trump.
Kim Yo Jong declarou, no entanto, que o líder norte-coreano ainda guarda “boas lembranças e uma boa impressão” de Trump e que a relação entre os dois continua sendo “excelente”.
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