Flávio Bolsonaro e 'Dark Horse': 7 perguntas para entender inquérito — e o que falta ser esclarecido
Veja as estimativas de intenção de voto no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é investigado formalmente desde julho por suposta lavagem de dinheiro, corrupção e outros possíveis crimes no financiamento do filme Dark Horse junto ao Banco Master.
A informação tornou-se pública com o fim do sigilo de parte do caso Master, determinado nesta quinta-feira (10/9) pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. O inquérito referente a Bolsonaro, no entanto, permanece em sigilo.
Flávio nega qualquer irregularidade sobre o financiamento do filme sobre seu pai e já disse, em sabatina ao Jornal Nacional, que o tema está "mais que esclarecido" e é um "livro fechado, ressignificado e na prateleira".
Cobrado, porém, o senador não apresentou ainda um detalhamento de como os mais de R$ 60 milhões que teriam sido recebidos do Master para o filme foram, de fato, gastos na produção.
Entenda a seguir, em seis pontos, o que se sabe e o que falta ser esclarecido sobre o inquérito que investiga Flávio Bolsonaro:
A conexão entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiamento do filme Dark Horse foi revelada em 13 de maio pelo portal The Intercept Brasil.
O acordo, dizia a reportagem, previa o repasse de US$ 24 milhões (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões), dos quais cerca de metade foi pago.
Quase dois meses depois, em 8 de julho, a Polícia Federal solicitou a Mendonça a abertura de um inquérito sigiloso para apurar possíveis crimes envolvendo o financiamento da obra. O pedido veio em um relatório que descrevia as interações e encontros entre o banqueiro e o filho do ex-presidente.
Em 21 de julho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) endossou o pedido de investigação.
Com isso, em 22 de julho, Mendonça determinou a instauração de um inquérito para apurar se Flávio cometeu os "crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos".
O relatório da PF que embasou o pedido de investigação diz que Flávio Bolsonaro (PL) foi um "interlocutor direto" do banqueiro Daniel Vorcaro na produção do filme Dark Horse, segundo a Polícia Federal (PF).
Os contatos ocorreram quando Vorcaro já estava no radar da PF, ao longo de 2025, e mesmo após sua primeira prisão, em 17 de novembro. Ambos se reuniram ainda no final daquele mês, quando o banqueiro estava em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.
Os investigadores também levantam a hipótese de que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, "orientou a gestão dos recursos [do filme] em solo estrangeiro".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bbc.com — o conteúdo pertence a BBC News Brasil.