Lula usa Dia de Nossa Senhora Aparecida para defender respeito à fé e criticar ataques à padroeira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta segunda-feira (12) de uma missa restrita na capela do Palácio da Alvorada em homenagem a Nossa Senhora Aparecida , padroeira do Brasil, e usou a ocasião para criticar ofensas à santa e defender o respeito à liberdade religiosa.
A celebração ocorre em meio ao debate sobre a ideia de setores evangélicos próximos ao bolsonarismo de retirar da santa o título de padroeira, polêmica que já havia mobilizado a Justiça Eleitoral e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Lula celebra Nossa Senhora Aparecida e defende respeito à fé Na manhã desta segunda-feira (12), Lula reuniu um grupo restrito de convidados na capela do Alvorada para a missa em homenagem à padroeira do Brasil.
Entre os presentes estavam o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
A data coincide com o Dia das Crianças, e o presidente também estava acompanhado de crianças durante o evento.
Ao falar com jornalistas após a celebração, Lula foi direto ao ponto: “No instante em que Nossa Senhora Aparecida é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião do outro.
Todos temos que respeitar a fé das pessoas como elas são.” O presidente afirmou que a santa é uma “referência” de sua espiritualidade e fé, e defendeu a liberdade de culto sem restrições.
“Cada um segue a religião que quer, e a gente tem que respeitar”, disse.
Polêmica com Flávio Bolsonaro no pano de fundo As declarações de Lula chegam dias após a circulação intensa, nas redes sociais, de publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A história ganhou força a partir de um debate sobre um projeto de lei arquivado há quase 20 anos com esse objetivo, e foi associada ao candidato do PL à presidência.
Flávio Bolsonaro negou as acusações, mas a polêmica já havia se espalhado e gerado reações de adversários, da Justiça Eleitoral e da CNBB.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações que apresentassem como fato que Flávio teria proposto, apoiado ou articulado medidas para retirar o título de padroeira da santa .
O próprio Flávio chegou a acusar “gente de dentro da CNBB” de ajudar na divulgação da informação, o que levou a entidade a se pronunciar publicamente.
CNBB repudia desinformação e reafirma neutralidade A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil respondeu às acusações com nota oficial em que negou qualquer envolvimento na produção ou disseminação de informações falsas no contexto eleitoral.
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