Advogado de Lulinha pede à PF apuração de vazamentos e cita Flávio e Gaspar
Dois advogados do grupo Prerrogativas pediram nesta quarta-feira (26/8) à Polícia Federal uma investigação sobre o vazamento de informações sigilosas de apurações que envolvem suspeitas de fraudes na Previdência e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pedido é assinado pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida.
Carvalho atua na defesa de Lulinha e coordena a campanha à reeleição de Lula em São Paulo.
O documento cita o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro , o coordenador-geral de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL), e o candidato a vice, deputado Alfredo Gaspar (PL), entre as pessoas que os advogados querem incluir na apuração.
Carvalho e Almeida afirmam que informações protegidas por segredo de Justiça vêm sendo divulgadas sem que se saiba de onde partiram.
Eles querem que a PF identifique quem teve acesso ao material e refaça o caminho percorrido pelos documentos dentro da própria corporação, do Supremo Tribunal Federal ( STF ) e da CPMI do INSS , que teve Gaspar como relator.
Os advogados afirmam que os conteúdo dessas investigações vêm sendo divulgados “de modo fracionado, recorrente e cronologicamente ajustado ao calendário eleitoral”.
Eles pedem uma análise dos registros de acesso para saber “quem manuseou o quê, quando e sob qual registro”.
No documento enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a dupla diz que o objetivo não é questionar as investigações, mas avaliar uma “ possível ruptura da cadeia de custódia ” de provas colhidas pela corporação.
O material citado reúne dados de investigações sobre fraudes em descontos previdenciários e operações sobre o Banco Master.
Parte do conteúdo divulgado envolve Lulinha.
O pedido menciona trechos de conversas extraídas do celular da lobista Roberta Luchsinger que tratam do filho de Lula e de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula.
Segundo os advogados, essas conversas constavam de relatórios da PF enviados ao STF e mantidos sob segredo de Justiça.
Eles afirmam que ainda não foi possível identificar de onde saíram as informações que chegaram à imprensa.
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