O planeta deve aquecer mais de 1,5°C. E um El Niño histórico pode piorar tudo. E agora?
O planeta acaba de ganhar mais um motivo para olhar para o termômetro com preocupação.
Um El Niño de proporções extraordinárias está se formando no Pacífico e pode se tornar o mais intenso já observado desde o início das medições modernas.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno deve continuar se fortalecendo nos próximos meses e pode persistir até o início de 2027 .
A combinação de um oceano excepcionalmente quente com o aquecimento provocado pelas emissões de gases de efeito estufa pode levar as temperaturas globais a patamares inéditos.
A previsão é de que 2027 possa se tornar o ano mais quente da história.
O alerta chega praticamente ao mesmo tempo em que um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) reconhece uma mudança incômoda no debate climático: o mundo deve ultrapassar o limite de 1,5°C de aquecimento em relação à era pré-industrial nos próximos anos.
O número, estabelecido como a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris, durante anos foi tratado como uma espécie de linha vermelha para evitar os impactos mais perigosos da crise climática.
Agora, a discussão já é outra.
É aí que El Niño e aquecimento global se encontram.
O fenômeno climático é natural e ocorre quando as águas do Pacífico equatorial ficam excepcionalmente quentes, alterando padrões de circulação atmosférica e de chuva em diferentes partes do planeta.
Ele não é causado pelo aquecimento global.
Mas acontece em um mundo que já está muito mais quente e, por isso, seus efeitos podem ser amplificados.
Os números ajudam a dimensionar o fenômeno atual.
Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam que as temperaturas da superfície do Pacífico já apresentam anomalias superiores a 2°C em algumas áreas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.