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Após rali histórico, Ibovespa cai 1% com ressaca eleitoral e novos ruídos fiscais

Valor Investe ·
Após rali histórico, Ibovespa cai 1% com ressaca eleitoral e novos ruídos fiscais

Após o rali da última semana, que levou a bolsa brasileira a superar inéditos 209 mil pontos, o mercado operou em compasso de cautela nesta terça-feira (13), volta de feriado, refletindo um movimento de realização de lucros e de ajustes de expectativa em relação ao cenário eleitoral.

O Ibovespa fechou em queda de 1%, aos 206.887 pontos.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente indicaram alguma recuperação do presidente Lula (PT) frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Esse fortalecimento do candidato petista elevou a percepção de risco fiscal, uma vez que a reeleição de Lula sinaliza a continuidade da atual política fiscal, frustrando as apostas do mercado em um freio nos gastos públicos.

A apreensão com o quadro fiscal ganhou o reforço de medidas do governo e de pautas no Congresso.

O mercado reagiu mal ao anúncio do pacote direcionado aos microempreendedores individuais (MEI), que prevê o perdão de até R$ 12,6 bilhões em dívidas.

Ao mesmo tempo, acompanhou com apreensão o avanço no Senado da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

Esse movimento de embolso de lucros acontece logo após uma das semanas mais animadas da história da bolsa brasileira.

O Ibovespa cravou alguns recordes, encerrando a sua melhor semana em seis anos, embalado pelo resultado do primeiro turno das eleições.

O desfecho das urnas animou os investidores não apenas por mostrar Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula na corrida presidencial, mas por desenhar uma nova configuração no Congresso.

Com representantes do PL conquistando maior espaço na Câmara e no Senado, o mercado antecipou um ambiente legislativo mais favorável ao ajuste fiscal, com maior resistência ao aumento de impostos e abertura para o corte de despesas.

Nos juros futuros, as taxas subiram em todos os vértices, devolvendo parte do alívio observado na última semana e refletindo o aumento do chamado prêmio de risco - uma taxa extra que os investidores exigem para emprestar dinheiro ao governo quando há maior incerteza sobre o futuro das contas públicas e da inflação.

Quanto maior o receio de que o país gaste mais do que arrecada, maior tende a ser o retorno cobrado pelo mercado para carregar esses títulos.

A alta desse prêmio foi contratada tanto pela recuperação de Lula nas pesquisas quanto pelos receios em torno das propostas fiscais e trabalhistas em discussão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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