Boom da IA pressiona infraestrutura e commodities, diz UBS
Linhas de transmissão de energia elétrica da usina hidrelétrica Itaipu Binacional.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil O avanço dos investimentos em inteligência artificial começa a produzir efeitos que vão além de chips, modelos de linguagem e software, e começam a aumentar a pressão sobre infraestrutura física, energia e commodities.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (22), com foco no Brasil, o banco suíço UBS destaca o aumento da demanda por eletricidade associada a data centers e investimentos em redes elétricas e eletrificação.
Além dos investimentos em IA, o banco cita incertezas geopolíticas e alta da dívida pública dos países como fatores que reforçam o papel dos ativos reais em carteiras diversificadas.
“Estratégias de commodities geridas ativamente podem se adaptar à medida que a liderança entre os diferentes mercados alterna entre metais industriais, energia, agricultura e metais preciosos.
O ouro mantém um papel estratégico moderado como instrumento de diversificação, embora posições excessivamente concentradas em metais preciosos possam servir como fonte de recursos.
Entre as commodities, temos preferência pelo cobre em termos relativos, apoiada pelos investimentos em redes elétricas, data centers e eletrificação, enquanto consideramos a prata menos atrativa”, aponta o relatório.
Para o Brasil, especificamente, a questão energética ganha importância porque a expansão de data centers depende de uma oferta crescente e confiável de eletricidade.
Um mapa lançado recentemente pelo Maravalley , hub de inovação do Rio de Janeiro, identificou 169 data centers no território brasileiro, sendo 132 já em operação.
Questões fiscais dominam No Brasil, o principal ponto de atenção para o UBS nesse relatório está nas contas públicas.
A dívida bruta do governo chegou a 82,5% do PIB, ou R$ 10,95 trilhões, enquanto o déficit nominal acumulado em 12 meses alcançou 9,3% do PIB.
Embora a arrecadação tenha avançado 7,7% em termos reais em julho, as despesas cresceram 6,2% entre janeiro e julho, pressionadas principalmente pelos gastos obrigatórios e pela alta de 44,6% das despesas discricionárias.
O cenário fiscal também influencia a trajetória dos juros.
Em setembro, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75%, mas manteve uma avaliação de riscos inclinada para cima, citando expectativas de inflação, inflação de serviços, câmbio, estímulos à demanda e choques de petróleo e clima.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.