Sequestro Pantaneiro projeta lucro de R$ 160 mil com 200 bezerros
Em meio aos desafios impostos pela seca e pelas oscilações do mercado pecuário, uma estratégia desenvolvida no Pantanal de Mato Grosso do Sul projeta um lucro líquido de aproximadamente R$ 160 mil com um lote de 200 bezerros.
Batizado de “Sequestro Pantaneiro”, o experimento realizado na Fazenda Aparecida busca transformar um período crítico para a pecuária em uma oportunidade de valorização dos animais e proteção do caixa da propriedade.
A iniciativa, liderada pelo grupo Pecus em parceria com o Grupo Real e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), propõe uma alternativa à venda de bezerros recém-desmamados durante a seca, quando a escassez de pasto pode pressionar os preços e obrigar produtores a negociar os animais em condições desfavoráveis.
Em vez da venda imediata, os bezerros são mantidos em piquetes adaptados, com sombra, água e alimentação controlada, até que atinjam maior peso e encontrem condições mais favoráveis de comercialização.
“Não estamos inventando a roda, mas estamos quebrando paradigmas.
O objetivo é técnico e financeiro.
Tiramos o bezerro do pasto, que está com restrição, e o levamos para uma estrutura fechada para agregar peso até o mercado reagir”, explica o pantaneiro Marcelo Rondon.
Leia Mais PR: Polícia mira grupo que furtou mais de 2 mil cabeças de gado desde 2019 Belagrícola avança em recuperação extrajudicial de duas empresas do grupo Lar capta R$ 60,3 milhões para expansão em avicultura e armazenagem Segundo Rodrygo Sanchik, coordenador técnico da Pecus, o planejamento prevê manter os animais por cerca de 100 dias, evitando que ultrapassem os 12 meses de idade e mudem de categoria comercial, passando de bezerros a garrotes.
A expectativa é que os animais alcancem aproximadamente 260 quilos em novembro, preservando o valor agregado associado à categoria e ao peso.
O custo estimado da operação é de R$ 500 por animal e o ganho líquido projetado varia de R$ 800 a R$ 900 por cabeça.
Considerando os 200 animais do experimento, a expectativa de resultado pode chegar a R$ 160 mil a R$ 180 mil, dependendo do desempenho do lote e das condições de mercado.
Os valores são estimativas e dependem dos custos efetivos e dos preços obtidos na comercialização.
A estrutura adotada na Fazenda Aparecida também contribui para a viabilidade econômica, já que foram feitos com lona reaproveitada, os cochos custam cerca de R$ 50 por metro, reduzindo a necessidade de investimentos elevados em instalações.
A alimentação é baseada no fornecimento de feno, complementado por suplementação proteica de precisão, que busca melhorar o aproveitamento da fibra seca e manter o desempenho dos animais mesmo com a limitação das pastagens.
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