Chefe da Guarda Revolucionária do Irã promete vingança por mortos em ataque a casamento
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmad Vahidi, prometeu nesta quinta-feira (3) vingar as quatro pessoas mortas em uma cerimônia de casamento no sul do país.
Teerã atribui o ataque aos Estados Unidos.
"O sangue puro desses mártires oprimidos (...) não ficará sem resposta e certamente será vingado", afirmou Vahidi em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana.
O ataque aconteceu na última terça-feira (1°), segundo autoridades iranianas e o Crescente Vermelho.
Entre as vítimas, estaria uma criança de 4 anos.
O episódio ocorreu em meio à escalada do confronto entre os dois países.
No mesmo dia, forças americanas realizaram novos ataques contra posições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica.
Washington afirmou que as ações foram uma resposta a supostas tentativas iranianas de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos na região.
Após o ataque ao casamento, o governo iraniano condenou a ação e prometeu retaliação.
O porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei, afirmou que o país responderia aos Estados Unidos e classificou como perigosa qualquer tentativa de normalizar bombardeios contra áreas civis.
Em seguida, o Irã anunciou ataques com drones e mísseis contra alvos americanos na região.
Autoridades iranianas disseram que a ofensiva fazia parte da resposta à campanha militar dos EUA contra o país.
A retórica iraniana aumentou nos dias seguintes.
Baqaei classificou o caso como um "crime de guerra", enquanto outras autoridades acusaram os Estados Unidos de terem atacado civis deliberadamente durante a celebração do casamento.
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