MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem de dinheiro
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do empresário e influenciador fitness Renato Cariani por associação para o tráfico de drogas, tráfico de insumos destinados à fabricação de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
As alegações finais foram apresentadas em 21 de outubro, na ação penal que tramita na 3ª Vara Criminal de Diadema, na Grande São Paulo.
Segundo a acusação, Cariani participou de um esquema de desvio de produtos químicos comercializados pela Anidrol, empresa da qual é sócio.
As substâncias teriam sido destinadas à produção de cocaína e crack.
Leia mais Ação contra produção de anabolizantes mira 45 e bloqueia milhões Paraguai era fonte de insumos para fabricação clandestina de anabolizantes Falso personal é preso por liderar venda de anabolizantes no DF O Ministério Público sustenta que a empresa simulou operações comerciais para justificar a saída dos produtos.
A investigação identificou 59 operações suspeitas, com emissão de notas fiscais em nome de empresas que, segundo a apuração, não haviam solicitado as mercadorias.
A acusação também aponta movimentações financeiras que teriam sido usadas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
O caso começou a ser investigado após a farmacêutica AstraZeneca comunicar às autoridades que não reconhecia operações comerciais registradas em seu nome.
Pena pode ultrapassar 50 anos Caso a Justiça acolha integralmente os pedidos do Ministério Público, Cariani poderá receber uma pena de 16 anos e quatro meses a 51 anos e oito meses de prisão, além de multas.
A estimativa considera as acusações de associação para o tráfico, 59 crimes relacionados ao tráfico de insumos e 59 crimes de lavagem de dinheiro.
O cálculo é uma projeção para a hipótese de condenação por todos os crimes apontados e não representa uma pena já definida pela Justiça.
No momento, Cariani responde ao processo em liberdade.
Ele foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023 para investigar o suposto desvio de produtos químicos destinados ao narcotráfico .
Defesa prevê contestar acusação Com a apresentação das alegações finais do Ministério Público, a defesa deve apresentar seus argumentos antes de a Justiça decidir o caso.
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