Há 14 anos no papel, Cidade dos Ônibus tem retomada de áreas e futuro indefinido
Há 14 anos no papel, a Cidade dos Ônibus segue sem previsão para implantação de um novo projeto na região das Moreninhas, às margens do Anel Rodoviário da BR-163, em Campo Grande.
Nesta terça-feira (13), a Câmara Municipal aprovou a revogação de leis que concediam incentivos a nove empresas vinculadas a áreas do Polo Empresarial Sul, onde o empreendimento seria instalado.
O Projeto de Lei nº 12.538/26, encaminhado pela Prefeitura, revoga nove leis relacionadas aos benefícios.
Na justificativa, o Executivo afirma que as empresas deixaram de concluir, ao longo de mais de dez anos, as etapas necessárias à formalização definitiva dos incentivos concedidos pelo Prodes (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande).
A Prefeitura sustenta que a medida atende ao interesse público e à necessidade de reorganizar a gestão do patrimônio municipal, diante da ausência de implantação efetiva dos empreendimentos previstos.
As leis beneficiavam Expresso Mato Grosso, Viação Nova Integração, Otimix Brasil Indústria de Pré-Fabricados, Viação Umuarama, Viação Motta, Empresa de Transportes Andorinha, Expresso Queiroz, Viação São Luiz e Aucatur Agência União Cascavel de Turismo.
O secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, afirmou que a intenção é retomar os terrenos que não receberam as construções previstas.
“Na verdade, a gente está pedindo para revogar as leis que autorizavam a doação de áreas para a Cidade do Ônibus.
Então, aqueles terrenos que não foram construídos, não foram edificados, o município está retomando.” No entanto, o secretário não apresentou prazo para a retomada do projeto e vinculou a discussão à reconfiguração do transporte público da Capital.
Ele citou a intervenção municipal no consórcio e as negociações entre empresas para a venda da operação, que passam pela análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Município.
“Depois dessa modelagem toda, a gente discute como vai ser e se isso vai permanecer como Cidade do Ônibus ou não.
Mas hoje os terrenos que tinham sido doados anteriormente para que as empresas pudessem fazer investimentos estão sendo retomados pelo município”, declarou.
Acesso pela rodovia – O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), apontou a falta de acesso adequado pela BR-163 como um dos obstáculos à utilização da área.
Segundo ele, o polo precisa de uma faixa de desaceleração para permitir a entrada de veículos com segurança.
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