Esquecida pela mídia, privatização da Emae liga Tarcísio ao Master
Aos poucos e a fórceps, começa a ruir a estrutura protetiva do bolsonarismo imposta ao caso Master pelo ministro André Mendonça e por parte da imprensa.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, anuncia a tomada de rédeas do inquérito.
Pior que Mendonça ele não será.
A conferir o que a quebra de sigilos revelará de pronto.
Resta incólume nos pré-julgamentos midiáticos, para surpresa de ninguém, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição.
Os fatos que aproximam Tarcísio de Daniel Vorcaro são claros como água.
Diferentemente da volúpia com que condena de antemão políticos de conduta suspeita, a mídia mainstream trata o governador paulista com nauseante doçura.
O candidato dos sonhos da direita “civilizada” é pintado como “gestor”, termo usado para descrever governantes privatistas.
E é justamente na prateleira das “privatizações” que o armário de Tarcísio guarda esqueletos.
Os fatos a envolver a privatização da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) mereceriam o empenho investigativo de Malu Gaspar junto a suas fontes de alta credibilidade.
A coisa foi noticiada friamente e esquecida.
Esta coluna vai recordá-la.
A Emae foi a primeira estatal privatizada na gestão Tarcísio de Freitas.
O leilão ocorreu em abril de 2024 e o controle acionário da companhia foi arrematado por R$ 1,04 bilhão pelo Fundo Fênix de Investimento em Participações.
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