Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
Mais uma vez, a temporada de balanços dos bancões começa com um cenário desigual: enquanto o Itaú parece ter mais fôlego para seguir nadando de braçada, os concorrentes ainda precisam lidar com águas mais turbulentas.
No terceiro trimestre de 2026 (3T26) , a expectativa dos analistas é de que o crédito continue sendo uma pedra no sapato do setor, com custo de risco elevado e pressão sobre as margens — uma conta difícil de fechar.
Para os analistas, a diferença está na capacidade de cada banco de atravessar esse cenário sem deixar que a inadimplência corroa a rentabilidade.
Os balanços desta safra devem ajudar a dimensionar essas diferenças.
O Bradesco (BBDC4) abre a temporada nesta quinta-feira (22) , após o fechamento dos mercados.
Já o Santander Brasil (SANB11) divulga seus números em 28 de outubro , antes da abertura.
Nas semanas seguintes, será a vez do Itaú Unibanco (ITUB4) , em 4 de novembro, e do Banco do Brasil (BBAS3) , em 11 de novembro — ambos após o fechamento da B3.
O que esperar dos balanços dos bancos no 3T26? O desafio não é o mesmo para todos.
Para alguns bancos, a questão será defender os ganhos em meio ao crédito mais arriscado; para outros, mostrar que a recuperação dos resultados consegue se sustentar.
A aposta dos analistas é que o Itaú mantenha a rentabilidade em patamar elevado, enquanto o Santander e o Banco do Brasil enfrentam perspectivas mais difíceis.
Já o Bradesco está em uma posição intermediária: pode continuar recuperando a rentabilidade, mas ainda precisa lidar com a deterioração de parte da carteira de crédito.
Veja as projeções: Banco Projeções - Lucro líquido ajustado Projeções - Rentabilidade (ROE) Bradesco (BBDC4) R$ 7.145 bilhões 15,9% Santander Brasil (SANB11) R$ 3.161 bilhões 12,7% Itaú Unibanco (ITUB4) R$ 12.714 bilhões 23,8% Banco do Brasil (BBAS3) R$ 4.000 bilhões 7,7% Fonte: Projeções do consenso da Bloomberg .
Na avaliação do Citi , os bancos privados devem continuar moderando a concessão de crédito para preservar a qualidade dos ativos.
Isso limita o crescimento das receitas, embora parte da pressão seja compensada pelo controle de despesas.
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