Advogado de Lulinha reclama de vazamentos à PF e quer falar com ministros do STF
Segundo Marco Aurélio de Carvalho, vazamentos de informações dos inquéritos "não têm precedentes" nem na história Lava Jato
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O advogado Marco Aurélio de Carvalho , responsável pela defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , reclamou nesta terça-feira, 25, ao ministro da Justiça, Wellington César Silva , e ao diretor-geral da Polícia Federal ( PF ), Andrei Rodrigues , sobre os vazamentos de informações dos inquéritos que miram o filho do presidente Lula (PT).
“Não vi nada parecido. Não tem precedentes nem na história da finada Operação Lava Jato. Precisamos tirar o rosto de processo. Se acontece algo assim com o filho do presidente, quem dirá o que pode ocorrer com outro cidadão qualquer?” , disse o advogado a O Antagonista .
Ele relatou ao ministro e a Andrei que está muito preocupado com os vazamentos e pediu informações sobre o andamento dos inquéritos instaurados para apurar essa divulgação não autorizada dos dados. Marco Aurélio pretende conversar sobre os episódios também com os ministros Flávio Dino e André Mendonça , relatores dos inquéritos sobre Lulinha no STF.
“Eu acho que essas quatro autoridades, em especial, o diretor-geral da PF, o ministro da Justiça e os dois ministros relatores dos três inquéritos que tramitam no STF são as maiores vítimas desses vazamentos criminosos e clandestinos que comprometem, inclusive, o próprio resultado das investigações” , pontuou à reportagem.
“Nós temos uma experiência, inclusive, em relação a isso, com a nulidade da Operação Lava Jato por conta da ação criminosa de um juiz que agiu de forma escandalosamente parcial e também dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato” .
Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negócios envolvendo empresas e órgãos do governo federal. Dois dos inquéritos estão sob a relatoria de Mendonça, e o terceiro, de Flávio Dino. Diversas informações das investigações têm sido publicadas pela imprensa nos últimos dias.
O Ministério da Saúde foi alvo de pelo menos três tentativas do grupo formado por Antônio Carlos Camilo Antunes , o “ Careca do INSS “, Roberta Luchsinger e Lulinha de tentar fechar contratos com a pasta do governo federal, registrou a Folha de S.Paulo com base em investigações da PF.
Além da venda de 626 milhões de reais em medicamentos à base de canabidiol, o grupo buscava realizar a entrega de testes rápidos para o diagnóstico para dengue e outras arboviroses.
O contrato de cerca de 1 bilhão de reais previa o fornecimento dos testes por meio de uma importadora com sede em Santana de Parnaíba (SP).
Camilo Antunes, Roberta Luchsinger e Lulinha também teriam negociado parcerias produtivas com a Iquego (Indústria Química do Estado de Goiás S.A.), laboratório público ligado ao Governo de Goiás.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.