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Democracia, representação política e a moldura do futuro

ac24horas ·
Democracia, representação política e a moldura do futuro

O futuro do Acre depende do voto que você irá dar agora. Isso porque, nesta ou em qualquer eleição, são as escolhas dos eleitores e não o jogo dos caciques partidários que determinam o rumo que as coisas irão tomar. Essa é a característica fundamental do sistema democrático – ele distribui responsabilidades.

Quando decide votar em alguém, para qualquer cargo em disputa, você, eleitor, está manifestando, de maneira livre e consciente, o que espera do poder público nos próximos anos. Está escolhendo que tipo de governo quer, que prioridades devem ser estabelecidas e que caminhos devem ser seguidos em áreas como saúde, educação, segurança pública, geração de empregos, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

É por isso que o voto não deve ser visto apenas como manifestação de afeto pessoal. Ele é uma decisão sobre escolhas publicas que moldarão o futuro.

Nessa hora, decidir com base apenas em simpatia, amizade ou acesso ao poder pode até ser legítimo, mas, saiba, isso não passa de uma armadilha.

Quase sempre, o candidato mais legal, mais simpático, mais gente boa, é o pior para decidir onde alocar os poucos recursos disponíveis para investimento, estabelecer prioridades e criar as condições para que a economia cresça e a vida das pessoas melhore.

Da mesma forma, em geral, o candidato mais acessível e que opera na lógica da distribuição de favores pessoais é o menos indicado para fazer gestão pública, administrar um governo e fazer a máquina administrativa funcionar como deve ser: gerando serviços, oportunidades e benefícios para todos.

A administração pública precisa cumprir regras e obedecer à lei. Precisa de planejamento bem feito, critérios técnicos, prioridades, controle, avaliação de resultados e uma certa rigidez organizacional. O dinheiro público não pode ser distribuído de acordo com a proximidade de cada cidadão com o governante.

Veja, por exemplo, o caso daqueles que usam o poder político para “furar a fila” de atendimento em hospitais públicos. Quando um político interfere para beneficiar alguém, pode até parecer que ele foi legal. Mas não foi. Se uma pessoa entra na frente de outras porque tem acesso ao poder, ficou para trás alguém que, provavelmente, estava mais doente e mais sofrido. No limite, o favor para uns pode representar a morte de outros.

Além de injustas, práticas assim destroem a lógica de funcionamento dos serviços públicos, fazendo com que a estrutura pública funcione mais para a distribuição de favores que para atender ao conjunto dos cidadãos.

O problema é que a nossa formação histórica e as regras sociais que nos governam dão mais valor para o prestígio social e o “acesso ao poder”, ou seja, ao político que abre portas, do que àquele que trabalha para construir um sistema capaz de resolver o problema de milhares de pessoas.

Veja, o bom representante não é necessariamente aquele que consegue lhe prestar um favor ou negociar o seu voto. Esse é o mau político.

O bom representante é aquele que trabalha para que você não precise pedir favores nem negociar o seu voto — que deve ser livre e soberano.

O bom político é aquele que ajuda a construir um sistema de saúde que funcione sem depender de padrinhos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ac24horas.com — o conteúdo pertence a ac24horas.

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