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Trump promete mudar vacinação infantil e cita teoria sem evidência sobre autismo

G1 Mundo ·
Trump promete mudar vacinação infantil e cita teoria sem evidência sobre autismo

O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , defendeu nesta sexta-feira (18) mudanças no calendário de vacinação infantil e afirmou que a medida poderá provocar uma "redução enorme" nos casos de autismo. A declaração se baseia em uma alegação sem comprovação científica que associa vacinas ao transtorno do espectro autista.

Trump disse que pretende pressionar empresas farmacêuticas a dividir a aplicação de vacinas infantis em cinco etapas, com intervalos de seis meses. Segundo ele, algumas vacinas também deveriam ser retiradas do calendário de crianças pequenas e aplicadas apenas quando elas fossem mais velhas.

"Nós vamos recomendar e, na verdade, exigir", afirmou Trump, ao defender o novo esquema. Ele disse que a criança receberia as doses nos intervalos de seis meses e afirmou que a mudança teria "um impacto enorme" sobre os casos de autismo.

Não há evidência científica de que dividir ou espaçar as vacinas reduza a ocorrência de autismo nem que a aplicação de imunizantes aumente a probabilidade de uma criança nascer com o transtorno.

Uma revisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada em setembro de 2026, analisou estudos publicados entre 2010 e 2025 e concluiu que as pesquisas de maior qualidade não encontraram relação causal entre vacinas e autismo. A análise também não encontrou evidências de associação com vacinas que contêm tiomersal ou alumínio.

Trump também afirmou que crianças recebem uma quantidade excessiva de vacinas de uma só vez e sugeriu que a aplicação de doses menores e mais espaçadas seria mais segura. Essa relação também não foi demonstrada cientificamente. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) afirma que não existem evidências de benefício em separar a vacina tríplice viral em três aplicações diferentes.

A fala ocorre em meio a uma mudança na política de vacinação infantil do governo Trump. Uma ordem executiva determinou a avaliação de alterações no calendário e o desenvolvimento de opções para separar algumas vacinas combinadas. A medida, porém, não estabelece que o novo esquema reduzirá casos de autismo nem apresenta evidências de que o calendário atual provoque o transtorno.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.

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