Saiba como o excesso de telas, sono e rotina podem afetar o comportamento de seu filho
Crianças irritadas, agitadas ou com dificuldade de concentração são uma queixa frequente nos consultórios pediátricos.
Nem sempre a causa está no temperamento da criança: o tempo de tela, a qualidade do sono e a previsibilidade da rotina influenciam diretamente o comportamento.
Segundo o pediatra Fausto Carvalho, esses três fatores se somam e, por isso, devem ser avaliados juntos antes de qualquer conclusão sobre o comportamento infantil.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná “Quando uma criança está mais irritada, desatenta ou com crises de choro frequentes, a primeira pergunta que faço é como estão as telas, o sono e a rotina da casa.
Muitas vezes, o ajuste desses três pontos já traz melhora importante”, explica o Dr.
Fausto Carvalho.
Como cada fator pesa no comportamento Telas: o uso excessivo, ou perto da hora de dormir, está associado a irritabilidade, menor tolerância à frustração, dificuldade de atenção e, nos menores, atraso na fala; Sono: dormir pouco ou mal costuma aparecer na criança como agitação, impulsividade e mau humor, e não necessariamente como sonolência; Rotina: horários imprevisíveis para refeições, sono e atividades dificultam a regulação emocional e aumentam as birras.
“A criança precisa de previsibilidade para se sentir segura.
Quando os horários mudam todos os dias e a tela ocupa o lugar de brincar, conversar e dormir, o comportamento reflete isso”, destaca o pediatra.
O que a família pode fazer Seguir os limites da Sociedade Brasileira de Pediatria: nenhuma tela até 2 anos; até 1 hora por dia dos 2 aos 5 anos; de 1 a 2 horas por dia dos 6 aos 10 anos, sempre com supervisão; Evitar telas durante as refeições e de 1 a 2 horas antes de dormir, e não deixar aparelhos no quarto; Garantir horas de sono adequadas à idade: em geral, de 10 a 13 horas para pré-escolares e de 9 a 12 horas para crianças em idade escolar; Manter horários regulares para dormir, acordar e se alimentar, inclusive nos fins de semana; Reservar tempo diário para brincar, fazer atividade física e conversar com os pais.
“Não adianta apenas proibir.
Os pais são o modelo: se os adultos vivem com o celular na mão durante as refeições, é difícil exigir o contrário da criança”, afirma o Dr.
Fausto Carvalho.
Quando procurar o pediatra Mesmo com ajustes na rotina, a avaliação médica é indicada se a criança apresentar: Mudança persistente de comportamento, com agressividade, isolamento ou choro frequente; Crises intensas ao ter o aparelho retirado; Atraso na fala ou queda no rendimento escolar; Sono muito alterado, com ronco frequente, pausas na respiração ou despertares noturnos repetidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.