Ibovespa salta quase 9% e tem maior ganho semanal desde 2020; Magazine Luiza (MGLU3) e Embraer (EMBR3) são os destaques
A euforia após o primeiro turno das eleições presidenciais levou o Ibovespa ( IBOV ) a melhor semana desde março de 2020 .
O principal índice da bolsa brasileira acumulou alta de 8,82% na semana e encerrou a última sessão aos 209.066,90 pontos , em recorde nominal histórico.
Já o dólar à vista terminou a R$ 4,9851 , com queda de 0,44% o real no acumulado da semana.
“O movimento não foi sobre o pleito em si, mas sobre a indicação do que pode representar para o cenário econômico.
A leitura predominante no mercado é de maior probabilidade de uma agenda mais voltada ao ajuste das contas públicas a partir de 2027”, afirma Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico.
O que movimentou os mercados? No domingo (4), Flávio Bolsonaro (PL) surpreendeu o mercado ao superar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições e abrir uma vantagem de 2,2 milhões de votos frente ao incumbente.
Considerado mais favorável ao mercado, o filho do ex-presidente também é o favorito do mercado para vencer a disputa pela Presidência no segundo turno, em 25 de outubro.
Em reação ao resultado, JPMorgan elevou a exposição às ações brasileiras, de recomendação neutra para compra ( overweight ), considerando que uma melhora no fiscal com uma possível mudança de governo poderia levar a uma valorização dos ativos brasileiros, assim como a moderação da curva de juros futuros e do dólar ante o real.
O Morgan Stanley também fez o mesmo movimento.
Além disso, as primeiras pesquisas eleitorais reforçaram a expectativas do mercado mostrando uma vantagem de Flávio sobre Lula.
No Datafolha, o senador apareceu na liderança, com 49%, contra 45% do presidente Lula , mas em empate técnico.
A AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio à frente , com 51,1%, contra 45,7% do petista.
Entre os dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ) avançou 0,82% em setembro, acima da expectativa do mercado e após um recuo de 0,32% no mês anterior.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,58% — acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
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