A Pele Morta exalta América Latina em trama idealizada em 2014
Dedicado a representar a pluralidade de culturas, vivências e línguas que ultrapassam a fronteira do Brasil, o filme A Pele Morta celebra a diversidade latino-americana e a dedicação dos produtores do audiovisual do Distrito Federal.
Inspirado na história do Brô MCs , primeiro grupo de rappers indígenas do país, o longa estreou na abertura do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro .
A produção conta com o ator e cantor guarani-kaiowá Luan Iturve , o ator uruguaio César Troncoso e a atriz paraguaia Ivana Gomez no elenco e apresenta uma trama falada em português, espanhol e guarani que percorre as estradas da fronteira entre Brasil e Paraguai.
Ator e cantor guarani-kaiowá Luan Iturve (direita), ator uruguaio César Troncoso (meio) e a atriz paraguaia Ivana Gomez (esquerda) Ao Metrópoles , Luan afirma que a pluralidade linguística do elenco e da equipe não foi um obstáculo, e sim uma das maiores forças da produção.
“Esse filme foi um encontro de fronteiras.
Nós criamos um laço afetivo muito forte e meu coração bate muito forte por esse filme” , celebra.
“O guarani é a minha identidade, a minha primeira língua.
Ela é parte de mim e de quem eu sou enquanto artista, ator e indígena.
Então eu não estou sozinho aqui [no Festival de Brasília].
Eu trago comigo meu território, meu Tekoá, e minha identidade para dentro do cinema brasileiro.” Ator e cantor guarani e a atriz paraguaia Ivana Gomez Filme foi exibido após 12 anos A Pele Morta é um projeto idealizado em 2014 pelo falecido cineasta e professor da Universidade de Brasília (UnB) Geraldo Moraes (1939-2017) .
O filme foi concluído em 2018 sob a produção de Solange Moraes, esposa de Geraldo, e direção de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, filhos do diretor, e chegou às telas na noite de abertura do Festival de Brasília na última sexta-feira (11/9).
“Por si só, esse é um filme sobre resistência”, conta Denise ao Metrópoles .
“Nossa mãe foi muito persistente, muito guerrilheira, em manter a realização desse filme apesar da nossa perda.
É um filme muito singelo, mas que traz uma reflexão política muito profunda sobre o que é a América Latina e muito de quem foi nosso pai”, destaca.
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