Trump pressiona por reunião com Kim Jong-un ainda este ano, diz jornal
O presidente dos EUA, Donald Trump, está pressionando assessores para realizar uma reunião com o líder norte-coreano Kim Jong-un ainda este ano, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira (18), citando autoridades americanas.
Segundo a reportagem, Trump discutiu em particular a realização de um encontro presencial com Kim durante sua próxima viagem à Ásia — que poderia ocorrer em novembro, por ocasião da cúpula da APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) em Shenzhen, na China.
A movimentação do presidente americano acontece em meio à uma ordem de Washington no domingo (16) para reduzir a participação americana em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, um importante aliado reional.
Leia Mais Trump anuncia redução de exercícios militares com a Coreia do Sul Exercícios EUA-Coreia do Sul devem ser reduzidos pela metade, diz mídia Coreia do Norte condena exercícios militares entre EUA Coreia do Sul Ao divulgar a medida, a Trump citou o relacionamento positivocom o líder norte-coreano e a falta de apoio de Seul na guerra contra o Irã.
“Com base na minha excelente relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o fato de os Estados Unidos terem concordado, há muito tempo, em participar de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, declarou o presidente americano.
“Esses exercícios não são apenas dispendiosos, com grande parte desses custos pagos pelos Estados Unidos da América (como de costume!), mas enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, enquanto Donald J.
Trump foi presidente, tem sido inofensivo e respeitoso”, escreveu o republicano na rede social Truth Social .
“Embora não tenha muita relação com o assunto, recentemente perguntei ao presidente da Coreia do Sul se eles gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irã, e eles disseram: ‘Não, obrigado!’”, escreveu.
Apesar da ordem de Trump, a Coreia do Norte condenou os exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul, afirmando que continuará exercendo seu direito à autodefesa para combater o que chamou de ameaças militares por parte dos dois países, informou a agência de notícias estatal KCNA na quarta-feira (horário local).
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