O túmulo do primeiro imperador que esconde um exército de 8.000 guerreiros e o mistério de rios subterrâneos de mercúrio
A câmara funerária permanece fechada enquanto medições modernas reforçam uma descrição extraordinária registrada por historiadores da China antiga
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Sob uma enorme colina artificial próxima a Xi’an, na China, permanece fechada a câmara funerária de Qin Shi Huang, o primeiro imperador a unificar o país. Ao redor dela, arqueólogos já encontraram milhares de soldados de terracota em tamanho natural. Porém, o maior mistério do Mausoléu de Qin Shi Huang continua intocado: relatos de mais de 2.000 anos descrevem rios e mares feitos de mercúrio dentro da tumba principal.
Qin Shi Huang tornou-se o primeiro imperador da China em 221 a.C., depois de conquistar estados rivais e estabelecer um império unificado. Seu complexo funerário começou a ser construído ainda quando era jovem governante e se transformou em uma verdadeira cidade dos mortos, concebida para reproduzir elementos do poder imperial.
A UNESCO registra que o monte funerário ainda alcança mais de 50 metros de altura e está cercado por recintos murados. Ao redor dele foram identificados numerosos setores arqueológicos com soldados, cavalos, carruagens, armas e outras estruturas. A própria organização do conjunto sugere uma representação simbólica do mundo que o imperador governava em vida.
A descoberta que tornou o complexo mundialmente famoso aconteceu em 1974, quando fragmentos das esculturas começaram a revelar um enorme exército subterrâneo. As escavações posteriores mostraram formações militares com guerreiros de terracota, cavalos e carruagens, além de dezenas de milhares de armas de bronze.
Um vídeo da UNESCO em parceria com a NHK apresenta o mausoléu e o Exército de Terracota, mostrando a dimensão do sítio arqueológico e sua relação com o primeiro imperador chinês. O material ajuda a visualizar por que os famosos guerreiros representam apenas uma parte de um complexo muito maior.
A origem dessa história está nos registros do historiador chinês Sima Qian, escritos cerca de um século depois da morte do imperador. Segundo o relato antigo, mercúrio teria sido utilizado para representar rios, mares e outros cursos d’água dentro da câmara funerária. Até hoje, porém, ninguém entrou na tumba central para verificar diretamente essa descrição.
O detalhe intrigante é que a ciência encontrou uma pista compatível com o texto antigo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.