Flávio Bolsonaro segue para Miami; decisão de Trump pode ampliar ruptura entre Brasil e EUA
O avião que supostamente transporta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família para os Estados Unidos está programado para chegar na manhã de quarta-feira em Miami, onde eles receberão vistos de entrada do governo dos Estados Unidos.
Enquanto o mundo inteiro tentava descobrir onde ele estava, Flávio Bolsonaro entrou na Argentina com sua esposa e duas filhas na noite de terça-feira, segundo o departamento de imigração do país.
Flávio, que perdeu a eleição presidencial de domingo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se recusou a cumprir ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes, cruzou a fronteira com a Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, a cerca de 19 horas de viagem de carro de sua casa em Brasília.
A determinação de entrega de passaportes do senador se deu no âmbito de um inquérito em que ele é investigado por lavagem de dinheiro e após seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, afirmar em uma transmissão nas redes sociais que Flávio deveria sair do Brasil caso perdesse a eleição.
Na segunda, em vídeo publicado em sua conta no Instagram, Flávio negou ter a intenção de sair do país, disse que entregaria os passaportes à Polícia Federal e que organizaria a oposição ao governo Lula.
Flávio e família embarcaram em um avião particular operado pela Baires Fly S.A. com destino à cidade equatoriana de Guayaquil, informou o departamento de imigração argentino.
A Presidência da Argentina não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A Baires Fly também não se pronunciou.
Um Gulfstream G400 operado pela Baires Fly, com matrícula LV-JQW, decolou de Puerto Iguazú às 00h22 e pousou em Guayaquil às 03h46, segundo o FlightAware.
A aeronave partiu em seguida para o Aeroporto Executivo de Opa-locka, em Miami, onde estava programada para pousar às 9h18 no horário local (10h18 de Brasília).
Nova ruptura entre Brasil e EUA A saída de Flávio Bolsonaro ameaça aprofundar uma ruptura entre as duas nações mais populosas das Américas.
Lula acusou Washington de conluio com a família Bolsonaro para ajudá-la a retornar ao poder.
Antes da eleição de domingo, a Reuters noticiou uma campanha do Departamento de Estado dos EUA para recolocar os Bolsonaros no poder.
Trump disse a repórteres nesta quarta-feira que aprovaria a ida de Flávio aos Estados Unidos, depois que seu Departamento de Estado afirmou que concederia vistos de entrada à família.
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