Governo destina R$ 98 bilhões para programas de crédito subsidiados em 2027
Os programas de crédito subsidiados previstos para 2027 devem custar cerca de R$ 20,5 bilhões aos cofres públicos ao longo da duração desses contratos.
Somente no ano que vem, a despesa estimada é de aproximadamente R$ 3,4 bilhões.
As projeções constam no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) enviado ao Congresso Nacional na segunda-feira (31) .
O cálculo considera a dotação orçamentária de 2027 para seis iniciativas e o subsídio implícito decorrente de cada R$ 1 bilhão destinado aos programas.
O subsídio implícito ocorre quando se concede empréstimos com taxas de juros, prazos ou condições de risco abaixo dos praticados pelo mercado.
Leia Mais PIB do 2º trimestre não deve mudar plano de voo do BC, diz economista Meirelles defende ajuste fiscal “agora” e alerta para baixa produtividade PIB surpreende, mas peso dos juros mostra perda de força, dizem analistas Veja a dotação orçamentária prevista para 2027: Minha Casa, Minha Vida: R$ 40,3 bilhões; Brasil Soberano: R$ 6,5 bilhões; Projetos de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima: R$ 29,6 bilhões; Financiamentos de Investimentos em Infraestrutura Social: R$ 10 bilhões; Crédito para aéreas via FNAC: R$ 1,5 bilhão; Financiamento de Projetos de Desenvolvimento Tecnológico de Empresas: R$ 9,9 bilhões.
No total, a despesa prevista é da ordem de R$ 97,9 bilhões.
Até julho, o governo já desembolsou R$ 45,5 bilhões com as seis iniciativas.
No caso do programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, o governo federal calcula um benefício creditício total de R$ 202,2 milhões para cada R$ 1 bilhão previsto na dotação.
Com isso, a equipe econômica estima um custo de R$ 8,1 bilhões até o término dos contratos.
Queda das despesas obrigatórias depende do PIB, diz professor | MORNING CALL Veja o custo estimado dos programas ao longo da duração desses contratos: MCMV: R$ 8,1 bilhões; Brasil Soberano: R$ 891 milhões; Fundo Nacional sobre Mudança do Clima: R$ 5,8 bilhões; Financiamentos de Investimentos em Infraestrutura Social: R$ 1,6 bilhões; Crédito para aéreas via FNAC: R$ 138 milhões Financiamento de Projetos de Desenvolvimento Tecnológico de Empresas: R$ 3,7 bilhões.
Trata-se de uma estimativa por programa, em valor presente, ao longo de toda a duração dos financiamentos, caso os R$ 97,9 bilhões sejam integralmente desembolsados.
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