Bill Gates alerta para risco de ciberataques com uso de IA
Bill Gates alertou neste domingo (11) que a falta de regulamentação da inteligência artificial (IA) pode ampliar os riscos de ataques cibernéticos.
Em entrevista à ABC News, o cofundador da Microsoft previu que o uso da tecnologia por agentes mal-intencionados deve provocar um aumento de ameaças digitais ao longo do próximo ano, especialmente quando os sistemas operam sem mecanismos de proteção.
Para Gates, o perigo mais imediato não está na possibilidade de a IA escapar do controle humano, cenário cujo impacto significativo ainda levaria anos para se concretizar.
A preocupação central, segundo ele, é o uso de modelos atuais por pessoas mal-intencionadas, sobretudo quando é possível remover as salvaguardas dos sistemas.
O executivo defende restrições para dificultar a utilização da tecnologia em ataques cibernéticos e ações de bioterrorismo.
Gates prevê aumento de ataques cibernéticos com IA Durante a entrevista, Gates destacou que a área de segurança digital deve concentrar parte dos efeitos mais preocupantes do avanço da inteligência artificial nos próximos meses.
“A frente onde provavelmente veremos isso de forma mais dramática no próximo ano é a dos ataques cibernéticos”, afirmou à ABC News.
O cofundador da Microsoft também diferenciou os riscos associados ao comportamento dos sistemas daqueles relacionados às decisões humanas.
Embora reconheça a necessidade de trabalhar para evitar que a IA saia do controle, ele considera que esse cenário ainda está distante de produzir impactos expressivos.
“Trata-se, na verdade, de pessoas mal-intencionadas usando IA — especialmente sistemas de IA onde é possível remover todas as salvaguardas”, declarou.
Na avaliação de Gates, a combinação entre modelos de IA mais recentes, ausência de proteções e agentes maliciosos pode resultar em ameaças inesperadas, principalmente no campo da segurança cibernética.
Ele também defendeu medidas que impeçam o uso da tecnologia para fins prejudiciais.
Bill Gates critica autorregulação das empresas Gates também questionou a ideia de que as próprias empresas de inteligência artificial seriam capazes de garantir a segurança da tecnologia sem a necessidade de outros mecanismos de controle.
A posição contrasta com a proposta de autorregulação defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump .
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