Por que a conta da destruição da natureza sempre chega à nossa mesa
Uma conta de supermercado mais alta, dificuldades no abastecimento de água e perdas na produção agrícola costumam ser discutidas como problemas separados.
Mas há uma conexão que precisa aparecer com mais clareza nesse debate: a economia depende de condições ambientais que não estão garantidas para sempre.
Quando a natureza perde a capacidade de sustentar essas condições, a sociedade também paga a conta.
Isso deveria colocar a conservação das áreas naturais no centro das decisões sobre desenvolvimento.
Proteger florestas, rios e biodiversidade é uma necessidade para quem precisa produzir, trabalhar, alimentar uma família e viver com segurança.
Tratar essa proteção como uma preocupação secundária significa ignorar parte da estrutura que sustenta a vida cotidiana.
A produção de alimentos ajuda a entender essa dependência.
Além de trabalho, tecnologia e investimento, uma lavoura precisa de água, solo em boas condições e, em muitos casos, animais que realizam a polinização.
O primeiro Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, lançado em 2019 pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e pela Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador, analisou 91 culturas agrícolas.
Em 76% delas, a ação dos polinizadores aumenta, em algum nível, a quantidade ou a qualidade da produção.
Esse dado revela uma relação que frequentemente desaparece das discussões econômicas: conservar os ambientes que abrigam esses animais também interessa à produção de alimentos.
A biodiversidade participa do funcionamento da economia, mesmo quando seu trabalho não aparece em uma nota fiscal.
Seria incorreto atribuir toda alta de preços à degradação ambiental.
Câmbio, transporte, custos de produção e condições de mercado também influenciam o valor dos alimentos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.