Ato de campanha no ABC enaltece história de Lula, mas aponta pouco para o futuro
A reafirmação do mito de Lula foi o fio condutor do evento de largada de sua campanha à reeleição neste domingo (16/8), em São Bernardo do Campo.
No estádio da Vila Euclides lotado, o presidente voltou ao lugar onde nasceu politicamente para recontar sua própria história, religar-se às origens e incendiar uma militância que terá papel central na campanha.
Foi um ato carregado de símbolos e emoção.
E muito mais voltado para explicar quem Lula foi do que para apresentar quem pretende ser num quarto mandato.
Praticamente todo o roteiro olhou pelo retrovisor.
Companheiros das greves do fim dos anos 1970 apareceram em vídeos e subiram ao palco onde o sindicalista Lula começou a se transformar em liderança nacional.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, evocou Sócrates e a Democracia Corinthiana do início dos anos 1980.
Fafá de Belém cantou o Hino Nacional, numa referência às Diretas Já, movimento que a colocou ao lado de Lula e Sócrates no palanque.
A primeira-dama Janja lembrou Marisa Letícia, em uma parte dedicada às mulheres.
A campanha montou uma espécie de álbum de família da esquerda brasileira, com Lula como personagem central.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas O próprio presidente seguiu o roteiro.
Gastou cerca de metade dos 40 minutos de discurso revisitando sua trajetória e personagens que cruzaram seu caminho.
Lembrou de Florestan Fernandes, Marco Aurélio Garcia, Chico Mendes e de outros companheiros já mortos.
Chorou ao falar da mãe.
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