Peixes têm 'impressão digital' que revela de onde vieram, mostra estudo; entenda
Tainha Conservação Internacional/Átila Ximenes Peixes também têm impressão digital.
É o que mostrou uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), feita com a tainha brasileira.
Os pesquisadores analisaram pequenas moléculas presentes no músculo da tainha para identificar de onde o peixe veio.
A combinação dessas substâncias funciona como uma "impressão digital química". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo conseguiu diferenciar tainhas capturadas em três locais do Brasil.
Os pesquisadores encontraram diferenças na composição dos músculos relacionadas ao ambiente em que os peixes vivem, à quantidade de sal na água, à alimentação e ao funcionamento do organismo.
Os cientistas também identificaram 23 compostos químicos naturais no músculo das tainhas.
Essas substâncias ajudam a mostrar como o organismo dos peixes funciona, incluindo informações sobre gasto de energia, atividade muscular, alimentação e adaptação ao ambiente.
Agora no g1 Para fazer a análise, os pesquisadores usaram uma técnica semelhante a um "raio-X químico": a Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio.
O método permite mapear a posição dos átomos de hidrogênio presentes nas moléculas.
A técnica foi associada à metabolômica, que permite analisar pequenas moléculas produzidas pelo organismo durante as reações químicas do dia a dia.
O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Fabíola Fogaça, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), e Luiz Colnago, da Embrapa Instrumentação (SP).
Fabíola Fogaça inserindo a tainha no "raio x químico" Divulgação/ Embrapa Leia também: Onda de calor na Espanha pode levar ao aumento do preço do azeite? Uso na prática A descoberta pode ajudar o setor pesqueiro e a criação de mecanismos para certificar a origem dos pescados.
Segundo os cientistas, a tecnologia pode auxiliar a combater fraudes no mercado de pescados, como a substituição de uma espécie por outra e a falsificação da origem do produto.
Além disso, a impressão digital química pode ser usada de base técnica para o pedido de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem, da tainha da Lagoa de Araruama.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.