O confuso samba enredo da eleição ao Senado não tem plano B
A permanência do ex-governador Gladson Cameli (PP) como candidato ao Senado, mesmo estando inelegível, sem uma certeza se conseguirá com o recurso impetrado no STF, se tornar elegível, virou um tormento para os demais candidatos a senador.
Conversei ontem com um Juiz de Direito aposentado, e lhe fiz a seguinte pergunta: – Caso o Gladson seja votado, ganhe a eleição, e em seguida é mantida pela justiça sua inelegibilidade, seus votos são anulados, e o que acontece? A resposta foi rápida: “Nova eleição para a vaga dele”.
E citou exemplos de casos similares em outros estados.
O certo é que os demais candidatos estão furiosos com o Gladson, porque se os seus votos forem considerados nulos, deixarão de ser dirigidos a um deles.
Na visão dos candidatos ao Senado que têm ligação com ele (mesmo os que estão em outros partidos), a situação do Gladson é difícil juridicamente para reverter a sua condenação pelo STJ, e o certo seria não ser candidato.
Mas, é como diz o refrão do famoso samba da escola do Rio de Janeiro, Mocidade Independente de Padre Miguel:…Sonhar, não custa nada\E o meu sonho é tão real…..
O Gladson Cameli vai levar a sua candidatura até onde der para a corda esticar.
Não tem Plano B, quanto mais desistir da candidatura.
Não apostem no seu recuo.
NÃO DEIXOU CLARO O candidato ao governo, o médico Thor Dantas (PSB), é o único entre os que disputam o Palácio Rio Branco, que não esteve ligado ao atual grupo político no poder.
Mas nos debates que participou não conseguiu deixar isso claro, mais nítido, para quem o assistiu.
Pareceu mais um do grupo.
É IMBATÍVEL Em Acrelândia, o candidato ao governo, Tião Bocalom (PSDB), deve ser o mais votado para o governo.
Lá, o Boca é imbatível, por ter toda uma história, como ter sido prefeito duas vezes do município.
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