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'Fúria', na Disney+, é mais uma maravilha da autora de 'Morrendo por Sexo'

UOL Notícias ·
'Fúria', na Disney+, é mais uma maravilha da autora de 'Morrendo por Sexo'

Secretária-assistente de Redação, foi editora do Núcleo de Cidades, correspondente em Nova York, Genebra e Washington e editora de Mundo

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É de se perguntar por que não estão todos falando sobre a série "Fúria" , que estreou no fim de julho na Disney+ e já tem 5 de seus 8 episódios no ar. Foi criada por Elizabeth Meriwether , que escreveu a magnífica "Morrendo por Sexo" , e isso já seria motivo suficiente para assistir. Mas há bem mais.

O policial barra-pesada salpicado com alguns momentos de humor negro trata de uma serial killer que mira homens com alguma proeminência e sem conexão aparente. Há uma lógica por trás, e é claro que aparecerá uma investigadora obsessiva para ligar os pontos e antagonizar com a assassina.

Apesar de alguns toques originais —uma criminosa em série mulher, o que não costuma ser comum nem na vida real, nem na ficção; o perfil da investigadora muito longe do heroísmo—, o enredo poderia se confundir entre os tantos do tipo se não fosse a sensibilidade com que Meriwether escreve seus personagens e conduz suas cenas.

Para começar, não há alguém presente em mais de três cenas por episódio que não exiba complexidade.

A assassina Catherine, vivida pela norte-irlandesa Lola Petticrew, é vulnerável e ardilosa, e seus critérios para decidir quem morre e quem vive mereciam ser dissecados em aulas de ética. A investigadora Alice, na pele e nos olhos gigantes de Emmy Rossum ("O Fantasma da Ópera" ), é um poço de traumas e raiva, tão movida por sua determinação quanto por seus fantasmas.

As duas personagens concentram a tensão da série, e ainda assim, no roteiro de Meriwether, os coadjuvantes sobrevêm sem timidez.

Egressa da polícia e alçada ao centro da investigação da serial killer, a agente Alice, do FBI, atua com o policial Danny (Scoot McNairy), seu amigo cheio de sentimentos mal resolvidos e pai de um garoto neurodivergente; responde a Nora (Quincy Tyler Bernstine), a chefe veterana consumida pelo alcoolismo e o recalque; e coopera com Marshall (Jake Lacy, pela segunda vez no ano interpretando um abusador ), o ex que a espancou.

As atuações de McNairy e Bernstine são intensas sem histrionice, e o mesmo vale para Steve Way, como o rapaz com distrofia muscular que contrata Catherine para ser sua enfermeira. Way, que tem a deficiência e se destacou na série "Ramy" , maneja com precisão o timing cômico. Hope Davis e Campbell Scott fazem papéis menores com a destreza habitual.

A série aborda tráfico humano, exploração sexual, dependência química, misoginia, corrupção, violência doméstica, solidão e fetiches, mas nada parece forçado nem é tratado de forma superficial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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