Mesmo com acordo Lula/Alcolumbre, 6x1 deve ficar para depois do 1° turno
Após passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) , a votação no plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 deve ficar de fora do esforço concentrado do Senado.
A medida só deve entrar em votação depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
O texto é uma das principais pautas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a avaliação é que o governo não tem votos suficientes para aprovar a medida agora devido à articulação da oposição.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa de 49 votos em dois turnos.
O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse nessa quarta-feira (2/9) que o governo não tem garantia de ter o apoio necessário e que o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) concordou em deixar a pauta para depois.
“Ele [Alcolumbre] perguntou: ‘tem segurança de que tem votos?’.
Se tínhamos garantia sobre os votos e, pelo mapeamento que nós tínhamos, nós não tínhamos certeza.
Diante do papel e pela mobilização da oposição, achamos melhor e mais prudente ver o momento em que podemos ter os votos necessários”, afirmou.
Ele garantiu, no entanto, que a PEC será votada até o fim de outubro.
Publicamente, Alcolumbre não se comprometeu a colocar o texto em votação, apesar da reaproximação com o presidente Lula .
Segundo ele, a matéria vai receber um tratamento “regimentalmente adequado”.
Na semana passada, o senador se reuniu com Lula para acertar a lista de matérias que serão prioridade no Congresso Nacional nos próximos dias.
Entre as pautas previstas estava a votação do fim da escala 6×1 na CCJ.
A proposta estava há meses parada no Senado.
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