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Daycoval renuncia à administração de fundo da Nest sob investigação

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Daycoval renuncia à administração de fundo da Nest sob investigação

O Banco Daycoval decidiu renunciar à administração fiduciária do Nest Eagle, fundo imobiliário de aproximadamente 192 milhões de reais gerido pela Nest Asset, ligada ao empresário Felipe de Moura Prata.

A decisão, comunicada em fato relevante no último dia 22, acrescenta um novo capítulo à sequência de problemas enfrentados pela gestora.

O banco não informou os motivos da saída e estabeleceu até sexta-feira, 30, o prazo para que sejam indicadas instituições interessadas em assumir a administração do fundo.

A situação é particularmente delicada porque o Nest Eagle recebeu 185,5 milhões de reais de 12 institutos de previdência de servidores públicos, cujos investimentos passaram a ser questionados por órgãos de controle.

O Rioprevidência, responsável pelo maior aporte, destinou 75 milhões de reais ao fundo.

Outros 25 milhões vieram da previdência de Cajamar, em São Paulo, investimento que também despertou a atenção do Ministério Público de Contas.

As apurações envolvem a adequação dessas aplicações ao perfil de risco das entidades previdenciárias.

Os problemas do fundo já haviam alcançado a auditoria independente.

Inicialmente, a Grant Thornton se absteve de emitir opinião sobre as demonstrações financeiras de 2025.

Após a apresentação de documentos adicionais, a auditoria publicou, em maio, um novo parecer, desta vez com ressalva, por falta de evidências suficientes da averbação na matrícula de um imóvel avaliado em 42,6 milhões de reais, equivalente a quase 22% do patrimônio líquido do fundo à época.

O grupo Nest enfrenta ainda uma disputa judicial revelada pelo Radar Econômico em agosto.

A Justiça de São Paulo determinou a penhora das receitas de gestão e performance recebidas pela Nest International de dez fundos de investimento, em uma execução estimada em 12 milhões de reais envolvendo seu fundador.

O próprio Daycoval estava entre as instituições intimadas a reter os pagamentos.

Em setembro, o Tribunal de Justiça manteve a decisão, apesar do argumento da gestora de que o bloqueio poderia comprometer suas operações.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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