MotoGP busca acordo com pilotos para realização do GP do Catar
Os pilotos da MotoGP se reuniram novamente na quarta-feira (28) em Sepang, na esperança de deixar a Malásia com uma série de garantias por escrito que lhes permitissem concordar em participar do GP do Catar na próxima semana.
Após meses de incerteza e várias semanas de tensão crescente, espera-se que o impasse entre a maioria dos pilotos da MotoGP e a promotora do campeonato em relação ao GP do Catar seja resolvido nas próximas 48 horas.
Idealmente, um acordo poderia ser alcançado já na quinta-feira (29), assim que Carlos Ezpeleta , vice-diretor-geral do MotoGP Sports Entertainment Group ( MGPSEG ) — empresa detentora dos direitos comerciais do campeonato —, retornar de Doha. Ezpeleta participou de uma conferência na capital do Catar na quarta-feira, o que lhe deu a oportunidade de avaliar em primeira mão os últimos desdobramentos no país.
O conflito em curso entre os EUA, Israel e o Irã já havia forçado a MotoGP a adiar a corrida, originalmente marcada para meados de abril, para 8 de novembro, no próximo fim de semana.
Embora as hostilidades no Oriente Médio tenham diminuído em comparação com as fases iniciais do conflito, a situação continua longe de ser normal, o que levou a maioria dos pilotos a se opor inicialmente à viagem ao Catar.
Conforme informou o site Motorsport.com no último fim de semana, a partir de Phillip Island, os pilotos concordaram em solicitar uma série de garantias por escrito à MGPSEG relativas à sua segurança e à de todo o paddock.
O documento atualmente em discussão inclui disposições para um plano de evacuação específico, apólices de seguro que cubram os custos decorrentes de um possível fechamento do espaço aéreo do Catar e cobertura para repatriação no caso de um cenário extremo.
O Motorsport.com apurou que os pilotos se reuniram novamente na quarta-feira nos escritórios do circuito de Sepang, desta vez com a presença de um número significativo de chefes de equipes.
A reunião teria sido construtiva e conduzida em um ambiente cordial, embora nenhum acordo definitivo tenha sido alcançado, com todas as partes aguardando o retorno de Ezpeleta.
O principal ponto de discórdia diz respeito a quem deve, em última instância, ser responsável por fornecer as garantias solicitadas. Enquanto os pilotos querem que MGPSEG assuma essa responsabilidade, a promotora sustenta que isso não é viável.
As circunstâncias são particularmente complexas. Por um lado, o Catar insiste que o evento pode ocorrer sem comprometer a segurança daqueles que viajam para o país. Por outro lado, os governos da maioria dos países representados no paddock da MotoGP estão desaconselhando viagens ao Catar, a menos que sejam estritamente necessárias.
No entanto, um aviso de viagem não é o mesmo que uma proibição total, o que significa que não constitui motivo de força maior que permitiria à MotoGP rescindir seu contrato com o Catar sem consequências financeiras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.