“Peixes da Amazônia já estava quebrada quando assumi”, diz Inácio, que atribui crise à capital de giro
O candidato ao Senado Inácio Moreira (PSOL/Rede) afirmou, durante sabatina do ac24horas , que a Peixes da Amazônia já enfrentava uma situação de insolvência quando ele assumiu a empresa e negou que a crise tenha sido provocada por problemas de gestão.
Moreira disse nesta quarta-feira, 02, que foi chamado para atuar na empresa justamente para conduzir um processo de recuperação judicial. Segundo ele, a companhia já apresentava dificuldades financeiras quando chegou ao cargo.
“Quando eu assumi a Peixes da Amazônia, eu tenho formação pela Fundação Getúlio Vargas em criação de negócios e também na questão das recuperações judiciais. Eu fui para a Peixes da Amazônia para fazer o processo de recuperação judicial”, afirmou.
O candidato atribuiu a crise principalmente à falta de capital de giro. Ele citou os 21 empresários que participavam do empreendimento e afirmou que os acionistas privados tinham negócios próprios bem-sucedidos e não teriam interesse em comprometer essas empresas para fazer novos aportes na Peixes da Amazônia.
“Porque, no final do governo do Tião, em 2018, os empresários que fizeram a parte deles… se você pegar, por exemplo, os empresários, fica chato eu citar os 21 empresários. Como é que 21 empresários de sucesso no Acre, que têm negócio de sucesso, iam ter problema de gestão? Não tinha problema de gestão. Não tinha problema de gestão. O que teve ali foi um problema de capital de giro”, declarou.
Segundo Moreira, os empresários não poderiam colocar em risco seus negócios principais para continuar financiando a empresa de piscicultura. Ele também afirmou que o governo estadual enfrentava uma limitação para realizar novos aportes sem alterar a natureza societária do empreendimento.
“Os acionistas privados não iam colocar em risco seus principais negócios para colocar mais dinheiro numa empresa que era Peixes da Amazônia, que precisava de mais recursos. O governo também não poderia colocar mais recursos, porque senão ela viraria uma estatal”, disse.
Moreira explicou ainda que o governo era sócio minoritário da empresa e que, diante das dificuldades, os investidores privados aguardam uma sinalização da administração que assumiria o Estado sobre a prioridade dada à cadeia produtiva.
“Essas empresas, o governo tem seu sócio minoritário. Então, resolveu esperar que o novo governo, que era o governo do Gladson Cameli, que tinha sido eleito, sinalizasse qual era a prioridade daquela cadeia produtiva”, afirmou.
Apesar da crise, o candidato disse que considera o empreendimento viável e destacou que a Peixes da Amazônia chegou a ser adquirida posteriormente em leilão. Para Moreira, a experiência reforça a necessidade de o Acre atrair investidores para projetos produtivos.
“Todos os estudos que foram feitos, mostra como ela é viável, que ela foi adquirida no leilão. Então, ela foi comprada. Então, a nossa esperança agora, porque o Acre precisa atrair investidores”, afirmou.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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