Empresa chinesa anuncia entrada em lítio e terras raras no Brasil
A chinesa Gulf Resources, produtora de bromo e sal bruto listada na Nasdaq, anunciou nesta quarta-feira (26) um acordo para entrar no setor mineral brasileiro, com foco em ativos de lítio, bromo, terras raras e outros minerais.
A companhia assinou, em 20 de agosto, um acordo de cooperação estratégica com a brasileira Montes Verdes Participações.
Pelo entendimento, as duas empresas pretendem criar uma joint venture para reunir os ativos minerais da companhia brasileira com a tecnologia, a experiência industrial e os canais comerciais da Gulf Resources.
O valor que será investido na operação, a participação de cada empresa na nova companhia e quais projetos serão incorporados à joint venture ainda não foram divulgados.
A própria Gulf afirmou que as partes continuam discutindo os detalhes da parceria.
Leia Mais AngloGold retoma planta de ouro em MG após investir R$ 105 milhões St George inicia licenciamento de projeto de terras raras e nióbio em Araxá Lula convoca reunião e Senado deve votar PL dos minerais críticos No comunicado, a chinesa afirma que a Montes Verdes atua na exploração de ouro, manganês, lítio, bromo e terras raras e possui recursos minerais que poderiam ser desenvolvidos com a experiência tecnológica e produtiva da Gulf.
O comunicado não identifica quais projetos de terras raras poderão integrar a nova empresa nem informa recursos, reservas ou cronogramas de produção desses ativos.
A intenção das empresas é utilizar a joint venture para ampliar a atuação internacional da Gulf Resources, hoje concentrada principalmente na China, e desenvolver novos negócios fora do mercado doméstico.
Segundo a companhia, a parceria deverá combinar recursos minerais, tecnologia, canais de comercialização e capacidade operacional das duas empresas.
Meta de US$ 180 milhões O acordo também estabelece uma meta agressiva de crescimento para os negócios que serão incorporados à estrutura da Gulf.
Segundo o comunicado, a Montes Verdes garantiu que as operações consolidadas pela Gulf deverão gerar pelo menos US$ 180 milhões em receitas em 2027.
O montante, portanto, não representa um investimento de US$ 180 milhões no Brasil.
Trata-se de uma previsão mínima de faturamento associada às atividades que deverão ser incorporadas à companhia chinesa.
O acordo prevê ainda crescimento anual de pelo menos 20% nas receitas durante os cinco anos seguintes.
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